Última modificação em 10 de agosto de 2026 às 16:33
Estratégia começa em 14 bairros e busca identificar regiões com maior presença do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya

A Prefeitura de Boa Vista iniciou nesta segunda-feira (10) o mapeamento de imóveis que poderão receber ovitrampas, armadilhas utilizadas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti. Durante esta semana, equipes de Agentes de Combate às Endemias (ACE) estarão em 14 bairros da capital para identificar os locais adequados e orientar os moradores sobre a importância da estratégia de vigilância.
As ovitrampas são instaladas para atrair as fêmeas do mosquito e estimular a deposição de ovos. A partir da análise do material coletado, o município consegue identificar áreas com maior presença do vetor e direcionar de forma mais precisa as ações de prevenção e controle. A instalação das armadilhas está prevista para começar na próxima segunda-feira (17).
Nesta primeira etapa, o trabalho será concentrado nos bairros que apresentam maior número de casos prováveis de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. São eles: Alvorada, Caranã, Cauamé, Cidade Satélite, Dr. Silvio Botelho, Dr. Silvio Leite, Jardim Equatorial, Jóquei Clube, Nova Cidade, Pintolândia, Raiar do Sol, Santa Tereza, Senador Hélio Campos e São Bento.
Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiente, Pedro Siqueira, o acompanhamento das armadilhas permitirá ampliar o conhecimento sobre a circulação do mosquito na capital.
“As equipes farão todo o acompanhamento. Cerca de cinco a sete dias depois da instalação, serão recolhidas as palhetas que ficam dentro das armadilhas para análise. Com o monitoramento, a prefeitura passa a contar com informações mais precisas sobre a circulação do Aedes aegypti em diferentes regiões da cidade”, explicou.
Orientação aos moradores
A instalação das ovitrampas depende da autorização do morador ou responsável pelo imóvel. Por isso, durante as visitas desta semana, os agentes também estão coletando as assinaturas dos moradores que concordarem em receber o equipamento.
Durante a abordagem, os profissionais explicam como funciona a armadilha, orientam sobre os cuidados necessários e informam a data prevista para a instalação na residência.
“Quem tiver uma ovitrampa instalada em casa deve evitar retirar ou mudar o equipamento de lugar e, principalmente, deve permitir a entrada dos agentes no local. As equipes trabalham devidamente identificadas, para a segurança dos profissionais e dos moradores”, destacou Pedro Siqueira.
Cuidados continuam sendo necessários
A instalação das ovitrampas amplia o monitoramento do Aedes aegypti, mas não substitui os cuidados que devem ser mantidos diariamente pelos moradores.
Entre as principais medidas de prevenção estão a eliminação de recipientes que possam acumular água, a limpeza de quintais e a manutenção de áreas externas livres de possíveis criadouros do mosquito.
A participação da população é fundamental para reduzir os locais de reprodução do Aedes aegypti e fortalecer as ações de combate às arboviroses em Boa Vista.
Fonte: PMBV