Última modificação em 28 de setembro de 2026 às 15:35
Obra inicial inclui UTI com 20 leitos, seis salas cirúrgicas, diagnóstico por imagem e unidade exclusiva para retaguarda de pacientes indígenas

O Ministério da Saúde e a HU Brasil assinaram, nesta segunda-feira (28), a ordem de serviço para a construção do novo bloco do Hospital Universitário de Roraima (HU-UFRR). A obra terá investimento final de R$ 70,7 milhões e prazo estimado de dois anos para conclusão.
A cerimônia contou com a participação do secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda; da secretária nacional de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé; do presidente da HU Brasil, antiga Ebserh, Arthur Chioro; do senador Dr. Hiran (Progressistas-RR); e do deputado estadual Dr. Cláudio Cirurgião (Republicanos).
Batizado de Bloco C, o novo prédio terá 64 leitos: 20 de UTI Adulto, 24 destinados a atendimentos clínico-cirúrgicos e outros 20 para a Unidade Hospitalar de Retaguarda para Povos Indígenas. A estrutura também contará com seis salas cirúrgicas e um Centro de Diagnóstico por Imagem, equipado para a realização de exames de raio-X digital, tomografia, ressonância magnética e endoscopia.
De acordo com Arthur Chioro, o projeto prevê ainda a criação de cinco leitos na Unidade de Decisão Clínica. Com a construção do novo bloco e a reforma planejada para o Bloco A, o HU-UFRR passará dos atuais 128 para 222 leitos.
“Ele chega àquilo que foi o planejamento feito pelas equipes da universidade, do Ministério da Educação, do Ministério da Saúde junto com gestores locais”, afirmou Chioro.
A ampliação deverá modificar o perfil de atendimento do hospital. Atualmente, o HU-UFRR concentra suas atividades em casos de baixa e média complexidade, uma vez que a unidade ainda não dispõe de UTI nem de centro cirúrgico.
Com a nova estrutura, o hospital deverá ampliar a oferta de serviços de média e alta complexidade, atuando de forma complementar ao Hospital Geral de Roraima (HGR) e ao Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA).
“Ao ter UTI, centro cirúrgico e ao se transformar num hospital de alta complexidade, muda o perfil de atendimento”, explicou o presidente da HU Brasil.
A expectativa também é de aumento no número de pacientes atendidos. Segundo Chioro, cada novo leito hospitalar pode receber, em média, de cinco a seis pacientes internados por mês.
Durante a cerimônia, o presidente anunciou ainda que, a partir de outubro, uma das enfermarias do hospital será adaptada para receber dez leitos semintensivos de UTI.
Atendimento aos povos indígenas
Um dos diferenciais do projeto será a Unidade Hospitalar de Retaguarda para Povos Indígenas, que terá 20 leitos. Segundo Chioro, a estrutura foi planejada em parceria com lideranças indígenas e levará em consideração aspectos culturais e as diferentes formas de atendimento das etnias presentes em Roraima.
“É um hospital que já nasce com uma concepção, em parceria com as lideranças indígenas, respeitando a sua cultura, suas necessidades, seus modos de viver”, afirmou.
A ampliação também deverá fortalecer a formação de profissionais de saúde. O HU-UFRR funciona em parceria com a Universidade Federal de Roraima (UFRR) e, com a nova estrutura, deverá ampliar programas de residência médica e multiprofissional, além de fortalecer as atividades de ensino e pesquisa.
Investimento de R$ 70,7 milhões
O valor inicialmente previsto no processo licitatório era de R$ 72 milhões. Após a realização da concorrência, porém, o contrato foi fechado por R$ 70,7 milhões. “Nós conseguimos diminuir através da concorrência e ficou em 70 milhões e 700 mil reais o valor final da obra”, explicou Chioro.
O prazo estimado para conclusão é de dois anos, período que inclui a elaboração do projeto arquitetônico detalhado e a execução da obra.
Segundo Adriano Massuda, a construção integra os investimentos do Novo PAC Saúde e resulta de uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação, a HU Brasil e a UFRR.
“Com esses investimentos nós vamos ampliar a capacidade resolutiva deste hospital”, afirmou o secretário-executivo.
O reitor da UFRR, Geraldo Ticianelli, destacou que a nova estrutura também permitirá à universidade avançar na formação de profissionais de saúde e, simultaneamente, contribuir para ampliar a oferta de serviços de média e alta complexidade em Roraima.
Fonte: Folha BV