
Última modificação em 18 de maio de 2026 às 11:02
A Justiça Eleitoral iniciou os preparativos para a eleição suplementar que vai escolher os novos governador e vice-governador de Roraima no próximo dia 21 de junho. O pleito foi convocado após a cassação do mandato do governador Edilson Damião.
Para garantir a realização da votação em todo o estado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) organizaram uma operação logística considerada uma das mais complexas do país, devido às dificuldades geográficas e climáticas da região.
Grande parte do território roraimense é composta por terras indígenas e comunidades de difícil acesso, muitas alcançadas apenas por vias fluviais ou pistas de pouso em condições precárias. Além disso, a eleição ocorrerá durante o período de chuvas intensas, que costuma provocar danos em pontes, estradas vicinais e áreas de aterrissagem.
Segundo o TRE-RR, serão necessários mil bobinas de papel para urnas eletrônicas, 650 cabines de votação e quatro mil lacres de segurança para a realização do pleito.
Diante das dificuldades de deslocamento e da limitação da aviação civil no estado, a Justiça Eleitoral solicitou apoio aéreo das Forças Armadas para o transporte de urnas eletrônicas, servidores e mesários até as localidades mais isoladas.
O TSE também mobilizou diferentes setores administrativos para viabilizar toda a operação em apenas 39 dias. Entre as medidas adotadas estão pedidos de crédito suplementar para custear despesas extras, alimentação de mesários e manutenção de equipamentos utilizados na eleição.
A Secretaria de Tecnologia da Informação do tribunal foi acionada para garantir estabilidade do aplicativo e-Título durante o período eleitoral. Áreas como Comunicação, Gestão de Pessoas e Corregedoria-Geral também acompanham a organização do processo.
Entenda a eleição suplementar
A eleição suplementar foi determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral após decisão tomada no dia 30 de abril. A Corte cassou o mandato do governador Edilson Damião e declarou a inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium por oito anos.
Segundo o entendimento do tribunal, houve abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022. Entre as irregularidades apontadas estão o uso eleitoral dos programas sociais Cesta da Família e Morar Melhor, distribuição irregular de benefícios, reformas de residências, excesso de gastos com publicidade institucional e repasses irregulares de recursos estaduais a municípios.
Fonte: Folha de Boa Vista