
Última modificação em 18 de maio de 2026 às 10:31
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (18) mostra que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6×1, desde que não haja redução salarial.
Segundo o levantamento, 68% dos entrevistados apoiam o fim do modelo atual de jornada, enquanto 24% se declararam contrários à proposta.
No entanto, o cenário muda quando a redução da jornada é associada à diminuição de salários. Nesse caso, o apoio cai para 22%, enquanto a rejeição sobe para 70%, indicando que a manutenção da renda é fator central no debate.
Jovens e população de baixa renda lideram apoio
Os dados mostram maior adesão à proposta entre jovens e trabalhadores de menor renda.
Entre brasileiros de 16 a 34 anos, 73% apoiam o fim da escala 6×1. Já entre pessoas com renda de até dois salários mínimos, o índice chega a 72%.
O levantamento também aponta maior apoio entre entrevistados com ensino fundamental, com 71% de aprovação. Entre as mulheres, 70% são favoráveis à mudança, contra 66% entre os homens.
Divisão política e regional
A pesquisa também identificou diferenças conforme o posicionamento político dos entrevistados.
Entre os eleitores considerados lulistas, 79% defendem o fim da escala. Já entre os bolsonaristas, o apoio é de 54%. Entre os independentes, o índice ficou em 68%.
A resistência à proposta aparece com mais força entre brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos, grupo em que 36% rejeitam a medida. A rejeição também é maior entre bolsonaristas (38%) e moradores da região Sul (29%).
Por outro lado, os menores índices de rejeição foram registrados entre lulistas (14%) e jovens de 16 a 34 anos (20%).
Debate avança no Congresso
O tema ganhou força nas últimas semanas no Congresso Nacional, em meio à discussão de projetos que tratam da redução da jornada de trabalho no país.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que os projetos relacionados ao fim da escala 6×1 podem avançar ainda neste mês.
Segundo ele, o momento é de construção de um “texto de convergência” entre os parlamentares e o debate “não pertence a um partido ou a um governo”.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 8 e 11 de maio de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.
Fonte: Correio Braziliense