
Última modificação em 14 de agosto de 2026 às 11:31
Onze estados brasileiros fecharam o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego menor que a média do país, de 5,4%. Em cinco deles o índice ficou abaixo de 3%, segundo a Pnad Contínua divulgada nesta sexta-feira (14), pelo IBGE.
Estados com menor desemprego:
- Santa Catarina: 2,1%
- Mato Grosso: 2,2%
- Espírito Santo: 2,3%
- Rondônia: 2,6%
- Mato Grosso do Sul: 2,7%
- Paraná: 3,1%
- Minas Gerais: 3,8%
- Goiás: 4,0%
- Tocantins: 4,1%
- Rio Grande do Sul: 4,2%
- Roraima: 5,0%
Na outra ponta, as maiores taxas estão no Norte/Nordeste:
- Amapá 9,8%
- Bahia 9,1%
- Pernambuco 8,3%
- Piauí 8,3%.
De acordo com o analista do IBGE, William Kratochwill, a diferença entre os estados está ligada a industrialização, atividade econômica e nível de instrução. “Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, avalia.
Queda no país
A taxa nacional de 5,4% no 2º trimestre teve recuo frente aos 6,1% do 1º trimestre. O desemprego caiu em 13 estados. As maiores quedas foram no Rio Grande do Norte -1,9 p.p., Acre e Paraíba -1,6 p.p. e Tocantins -1,5 p.p.
Desemprego longo no menor nível
O número de pessoas desempregadas há 2 anos ou mais chegou a 1,06 milhão. É o menor da série histórica, iniciada em 2012. Queda de 15,6% frente ao 2º trimestre de 2025.
O desemprego entre homens foi de 4,6%, abaixo da média. Entre mulheres ficou em 6,4%. Por cor, brancos 4,2%, pardos 6,1% e pretos 6,9%.
Sobre a pesquisa
A Pnad Contínua ouviu pessoas com 14 anos ou mais em 211 mil domicílios e considera desocupado quem procurou trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista.
Fonte: Agência Brasil