Última modificação em 11 de agosto de 2026 às 14:45
Encontro foi solicitado pelas entidades do setor produtivo e contou com Femarh, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Seadi e Iteraima.

O Governo de Roraima reuniu nesta terça-feira (11) representantes do setor agropecuário e de órgãos estaduais para debater os efeitos da estiagem e alinhar medidas de prevenção a incêndios e à escassez de água. O encontro foi solicitado pelas entidades do setor produtivo e contou com Femarh, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Seadi e Iteraima.
Também participaram Coparr, Coopercarne, Serra Verde, Aprosoja Roraima e Fier. No encontro estratégico foram avaliadas as condições climáticas, os impactos já sentidos na agricultura e pecuária e as ações preventivas para o período. A possibilidade de decretar situação de emergência por causa da seca foi levantada pelos produtores e será analisada pelos órgãos competentes.
O comandante do CBMRR, coronel Anderson de Carvalho, alertou que o estado apresenta quadro atípico para agosto, com altas temperaturas, pouca chuva e incêndios já registrados. “O Governo do Estado vem acompanhando o comportamento climático e, neste momento, o diálogo com o setor produtivo é fundamental para avaliarmos os impactos e construirmos medidas que reduzam as perdas. Também precisamos reforçar a prevenção, especialmente evitando o uso do fogo durante o período de estiagem”, disse.
Ele reforçou que Bombeiros e Defesa Civil já atuam de forma preventiva e pediu que proprietários mantenham terrenos limpos. O uso do fogo só deve ocorrer com autorização da Femarh.O presidente da Femarh, Wagner Severo, destacou que o objetivo é integrar o setor produtivo às ações. “A participação do setor produtivo é fundamental nesse processo, para que possamos atuar de forma conjunta na mitigação desses efeitos”, afirmou.
Produtores relatam perdas
O presidente da Coopercarne, Nadisson Pinheiro, disse que a seca atinge primeiro a agricultura e depois reflete na pecuária. Já o presidente da Aprosoja Roraima, Murilo Ferrari, relatou queda de cerca de 50% na produtividade da soja nesta safra. “Ter o Estado como parceiro, dialogando com os produtores e com as instituições, facilita a busca por estratégias para que aqueles que estão na atividade possam continuar produzindo”, destacou.
A Fier também participou e, em nota, reforçou apoio aos produtores. A Federação alertou que os reflexos da redução da produção atingem indústria, comércio, serviços, transporte e a geração de emprego e renda.
Fonte: Secom-RR