
Última modificação em 2 de junho de 2026 às 09:03
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil. A medida foi sugerida após o órgão concluir que determinadas ações, políticas e práticas adotadas pelo governo brasileiro são consideradas “irrazoáveis” e acabam impondo restrições ou custos ao comércio norte-americano.
Conforme o USTR, os atos e políticas considerados prejudiciais aos EUA estão relacionados ao “comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas injustas e preferenciais; aplicação anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.
No comunicado, o embaixador Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, afirmou que a investigação foi aberta com base na Seção 301, a pedido do presidente Trump, com o objetivo de analisar preocupações antigas do país, em relação a determinadas políticas e práticas comerciais adotadas pelo Brasil.
Greer destacou que Trump e ele mantiveram diversas reuniões consideradas construtivas com o presidente Lula e integrantes de seu governo ao longo do último ano, e que os contatos se intensificaram nas últimas semanas.
Itens como carnes, frutas, minerais, café, chá, especiarias, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas industriais e medicinais, palhas e forragens serão poupados das tarifas. As conclusões do USTR ainda serão discutidas em audiência pública, prevista para 6 de julho.
Fonte: O Antagonista