
Última modificação em 26 de agosto de 2026 às 17:44
A rede estadual de saúde mental registrou 9.804 atendimentos entre janeiro e julho de 2026. O balanço reúne os atendimentos do Caps AD III – Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas -, do Caps III – Centro de Atenção Psicossocial Edna Macellaro Marques de Souza – e da Policlínica Coronel Mota, com atuação de profissionais de psiquiatria e psicologia.
Os serviços fazem parte da Raps (Rede de Atenção Psicossocial), que organiza o atendimento a pessoas com transtornos mentais e àquelas com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas.
A rede segue as diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental e da reforma psiquiátrica, com prioridade para o acolhimento e a preservação dos vínculos familiares e sociais.Em 2025, as três unidades somaram 19.763 atendimentos no ano.
A estrutura estadual conta com diferentes pontos de atenção, conforme a necessidade do paciente, desde o acompanhamento na Atenção Básica até os serviços especializados e o atendimento de urgência e emergência.
“A Raps conta com os leitos de saúde mental que funcionam nos hospitais gerais. São pontos de atenção que oferecem suporte a urgência e emergência. E vale destacar que nem toda vez a pessoa vai ser internada, e quando ocorre a internação, será de curta duração para a estabilização do quadro”, explicou a diretora do Departamento de Política de Saúde Mental, Sofia Lima.
A Reforma Psiquiátrica brasileira foi instituída pela Lei nº 10.216, de 2001, que estabelece a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e prioriza o atendimento em serviços comunitários. A proposta substitui o isolamento como eixo do cuidado por uma assistência que preserve a convivência familiar e social e ofereça acompanhamento especializado.
Atendimento especializado
Dentro da Raps, os Caps oferecem acompanhamento multiprofissional, acolhimento, atendimentos individuais e em grupo, atividades terapêuticas e estratégias de reinserção social, conforme a necessidade de cada paciente.
O Caps III atende pessoas com sofrimento ou transtornos mentais graves e persistentes, com acompanhamento contínuo e cuidado de maior intensidade.
Já o Caps AD III é destinado a pessoas com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas, com atendimento especializado e acolhimento para situações que exigem maior suporte.
Fonte: Secom-RR