
Última modificação em 7 de maio de 2026 às 09:39
Quase 30% dos microempreendedores individuais (MEIs) do país estão cadastrados no Cadastro Único (CadÚnico), plataforma do governo federal que reúne beneficiários de programas sociais. Os dados são de um levantamento realizado pelo Sebrae e pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Segundo o estudo, dos 16,6 milhões de MEIs existentes no Brasil, cerca de 4,6 milhões estão inscritos no CadÚnico.
A pesquisa aponta ainda que aproximadamente 2,6 milhões de empreendedores abriram o CNPJ após ingressarem no Cadastro Único, enquanto outros 1,9 milhão já atuavam como microempreendedores antes da adesão ao sistema.
Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, os dados demonstram que as políticas sociais podem incentivar a busca por autonomia financeira.
“As políticas públicas impulsionam o empreendedorismo. No ano passado, reunimos uma sequência consistente de indicadores positivos. O Brasil possui enorme capacidade produtiva, tendo os pequenos negócios como grandes protagonistas. A inclusão social, de renda e de emprego passam pelo empreendedorismo”, afirmou.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, destacou que o Cadastro Único também funciona como porta de entrada para oportunidades de qualificação e geração de renda.
“Quando uma pessoa acessa o Cadastro Único, ela passa a ter oportunidades de qualificação, crédito e inclusão produtiva. O que esses dados mostram é que a política social não é ponto de chegada, é ponto de partida para que milhões de brasileiros possam empreender, gerar renda e construir um futuro com mais dignidade”, disse.
Perfil dos empreendedores
De acordo com o levantamento, a maioria dos MEIs inscritos no CadÚnico é formada por mulheres (55,3%), pessoas não brancas (64%) e integrantes de famílias com três ou mais pessoas (51,3%). Além disso, 51% possuem pelo menos o Ensino Médio completo.
A faixa etária predominante é de adultos entre 30 e 49 anos, representando 53% do total.
O setor de serviços concentra a maior parte das atividades exercidas pelos empreendedores inscritos no CadÚnico, com 54% dos registros. Em seguida aparecem comércio (26%) e indústria (10%).
Saída do Bolsa Família
Os responsáveis pela pesquisa avaliam que a geração de emprego e renda, aliada ao estímulo ao empreendedorismo, contribui para a superação da pobreza.
Como exemplo, o levantamento cita que mais de 2 milhões de famílias deixaram o Programa Bolsa Família em 2025. Desse total, cerca de 1,3 milhão saiu do programa devido ao aumento da renda familiar, enquanto outras 726 mil famílias encerraram o período previsto na regra de proteção.
Fonte: Agência Brasil
Por: M3 Comunicação Integrada