Última modificação em 18 de agosto de 2026 às 09:32
Estratégia prevê a implantação de 200 ovitrampas em 14 bairros de Boa Vista

Moradores do bairro Equatorial começaram a receber, nesta segunda-feira (17), as primeiras ovitrampas, armadilhas usadas por órgãos de saúde para monitorar a presença e a reprodução do mosquito Aedes aegypti. A instalação marca uma nova etapa da estratégia de vigilância, iniciada na semana passada com o mapeamento de imóveis em 14 bairros da capital.
Durante as visitas, os agentes de combate às endemias (ACE) instalam os equipamentos e orientam os moradores sobre a finalidade das armadilhas e os cuidados necessários. O monitoramento permitirá identificar as regiões com maior presença do mosquito e direcionar ações de prevenção e controle.
Participação dos moradores é considerada essencial
A agente Maria Silvia de Azevedo, que atua há quase 15 anos na área, participou de uma das equipes responsáveis pela instalação das ovitrampas. Segundo ela, a colaboração dos moradores é fundamental para a estratégia.
“A participação dos moradores nos dá a garantia de conhecer a procedência dos mosquitos e a resistência aos inseticidas que usamos. É um trabalho muito importante para saber sobre o desenvolvimento do mosquito e quais áreas são mais afetadas pela presença dele”, destacou.
Morador do Equatorial desde 2018, Matheus Vasconcelos também recebeu a equipe em casa. Ele afirmou que já está acostumado com as visitas dos profissionais.
“Foi explicado quando eles vieram aqui semana passada sobre como ia funcionar e qual o objetivo da armadilha. Eu acho bem interessante porque a gente não tem todo esse acompanhamento, no geral, em algumas localidades. É bom termos um projeto desenvolvido para isso, visando ao controle, à prevenção e à redução dos riscos”, contou.
Palhetas serão recolhidas após até sete dias
As palhetas colocadas dentro das ovitrampas serão recolhidas pelas equipes entre cinco e sete dias após a instalação para análise. Ao todo, 14 bairros receberão os equipamentos.
A definição das áreas considera o cenário epidemiológico e a ocorrência de casos prováveis de arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya.
Cuidados dentro de casa continuam
A instalação das ovitrampas não substitui os cuidados necessários nos imóveis. A população deve manter quintais e áreas externas limpos, eliminar recipientes que possam acumular água e permitir o acesso dos agentes, que estão devidamente identificados, durante as visitas.
A coleta dos ovos permitirá identificar a presença do mosquito nas áreas monitoradas e acompanhar a distribuição do inseto em Boa Vista. Os dados serão utilizados para orientar e direcionar as ações de prevenção e controle.
A instalação dos equipamentos será realizada de forma gradativa nos bairros definidos pela vigilância. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), e integra as ações permanentes de combate às arboviroses na capital.
Paralelamente ao monitoramento, as visitas domiciliares continuarão, bem como a identificação e eliminação de possíveis criadouros e as orientações aos moradores.
Fonte: PMBV