
Última modificação em 19 de maio de 2026 às 10:13
O aumento das temperaturas no Oceano Pacífico colocou meteorologistas e centros internacionais de monitoramento climático em alerta para a possível formação de um forte episódio de El Niño nos próximos meses. Organismos como a National Oceanic and Atmospheric Administration já apontam alta probabilidade de desenvolvimento do fenômeno ainda em 2026, com possibilidade de permanência até o início de 2027.
Especialistas afirmam que, embora ainda seja cedo para confirmar a intensidade do evento, alguns modelos climáticos já trabalham com a hipótese de um chamado “super El Niño”, caracterizado por um aquecimento muito acima da média nas águas do Pacífico Equatorial.
O que é o El Niño?
O fenômeno ocorre quando há aquecimento anormal e persistente das águas superficiais do Oceano Pacífico. Essa alteração interfere na circulação dos ventos e modifica os padrões climáticos em diversas partes do planeta.
Segundo análises da NOAA e da Organização Meteorológica Mundial, as condições oceânicas atuais mostram uma rápida elevação das temperaturas, aumentando as chances de consolidação do sistema climático nos próximos meses.
Como Roraima pode ser afetado
No Brasil, os efeitos do El Niño variam conforme a região. Enquanto o Sul costuma registrar chuvas acima da média, as regiões Norte e Nordeste geralmente enfrentam redução das precipitações e temperaturas mais elevadas.
Para Roraima, o cenário pode representar períodos mais secos, calor intenso e maior risco de estiagens prolongadas. Os impactos podem atingir diretamente rios, abastecimento de água, agricultura e a qualidade do ar, principalmente em épocas de queimadas.
Especialistas alertam que eventos anteriores de El Niño provocaram secas severas na Amazônia, dificultando a navegação em rios, isolando comunidades e ampliando incêndios florestais.
Agricultura e meio ambiente em alerta
A combinação entre altas temperaturas e menos chuva preocupa principalmente setores ligados à agricultura e ao abastecimento hídrico. Com menor volume de água nos rios e reservatórios, comunidades rurais e populações mais vulneráveis tendem a sofrer os maiores impactos.
Meteorologistas destacam, porém, que o fenômeno ainda segue em fase de monitoramento e que previsões climáticas de longo prazo podem mudar conforme a evolução das condições atmosféricas e oceânicas.
A recomendação de especialistas é que estados e municípios reforcem ações preventivas, planejamento hídrico e monitoramento ambiental para reduzir possíveis impactos caso o fenômeno se intensifique nos próximos meses.
Fonte: Folha de Boa Vista