
Última modificação em 8 de maio de 2026 às 09:28
Cerca de 18 milhões de famílias brasileiras receberam algum tipo de auxílio de programas sociais do governo federal em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). O número representa 22,7% dos mais de 79 milhões de domicílios do país.
Na Região Norte, a dependência desses programas segue entre as mais altas do Brasil. De acordo com o levantamento, 38,8% das famílias nortistas receberam algum benefício social neste ano, índice inferior apenas ao do Nordeste, que registrou 39,8%.
O IBGE considera no levantamento benefícios federais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de auxílios pagos por estados e municípios.
Apesar de o percentual nacional ter recuado em relação a 2024, quando 23,6% dos lares recebiam auxílio, os números continuam acima do registrado antes da pandemia de covid-19. Em 2019, apenas 17,9% das famílias brasileiras eram contempladas por programas sociais.
Segundo o analista do IBGE, Gustavo Geaquinto Fontes, a redução observada no último ano está relacionada ao cenário positivo do mercado de trabalho.
“O aumento da renda do trabalho pode impactar em menor necessidade de parte das pessoas para que tenha renda mínima e não estaria mais contemplada por programas sociais.”
O especialista destacou ainda que o Brasil registrou, em 2025, a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.
Bolsa Família segue como principal benefício
Entre os programas sociais, o Bolsa Família continua sendo o de maior alcance no país. Segundo a pesquisa, 17,2% dos domicílios brasileiros recebem o benefício, o equivalente a 13,6 milhões de famílias.
O programa atende famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa e possui valor base de R$ 600, podendo aumentar conforme a composição familiar, como nos casos de crianças e gestantes.
Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC) está presente em 5,3% dos domicílios brasileiros. Outros programas estaduais e municipais alcançam 2,4% das famílias.
Renda de famílias beneficiadas é menor
Os dados também mostram a diferença de renda entre famílias que recebem benefícios sociais e aquelas que não recebem. Em 2025, o rendimento médio mensal por pessoa nos lares beneficiados era de R$ 886. Já nos domicílios sem auxílio, a renda média chegava a R$ 2.787.
O levantamento aponta ainda que o valor médio recebido por meio de programas sociais foi de R$ 870 em 2025, praticamente estável em relação ao ano anterior. Em comparação com 2019, o crescimento real foi de 71,3%, já descontada a inflação do período.
Durante a pandemia, os programas sociais ampliaram alcance e valores, especialmente com o Auxílio Emergencial e, posteriormente, o Auxílio Brasil, que voltou a se chamar Bolsa Família no atual governo federal.
Fonte: Agência Brasil
Por: M3 Comunicação Integrada