
Última modificação em 2 de novembro de 2026 às 17:02
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou recurso ao STF para tentar derrubar as medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes na ação que investiga o advogado Willer Tomaz.
A defesa também pede a revogação da proibição de contato com o empresário, o cancelamento do bloqueio dos passaportes brasileiros e o afastamento de Moraes da relatoria do caso, com redistribuição ao ministro André Mendonça.
O argumento é de que haveria interesse direto e quebra da aparência de imparcialidade, já que o objeto da investigação envolveria empresa proprietária do jato utilizado pelo ministro e acionistas ligados ao escritório da esposa dele com o controlador do Banco Master.
Outro ponto levantado pela defesa é que o Banco Santander teria desmentido uma das informações usadas para fundamentar as medidas. Segundo os advogados, em resposta encaminhada ao STF, a instituição informou que Flávio não era sócio, titular, cotitular ou usuário das contas das empresas Alcazar Holding Unipessoal, Alcazar Holding Ltda. e Alcazar Global.
A defesa afirma ainda que encontros e viagens com Willer Tomaz decorrem de relação de amizade pública e notória, que a própria Polícia Federal reconheceu inicialmente não configurar ilícito penal por si só.
“Os fundamentos para o risco de fuga basearam-se em atos de terceiros, como declarações públicas do deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e a conduta de Willer Tomaz, o que violaria o princípio constitucional da pessoalidade da pena”, diz a defesa.
Fonte: R7