
Última modificação em 14 de abril de 2026 às 09:06
O custo da construção civil em Roraima apresentou leve alta em março de 2026, mantendo um cenário de estabilidade no setor. Os dados são do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado pelo IBGE.
No estado, o custo médio por metro quadrado chegou a R$ 2.104,46. Desse total, R$ 873,95 correspondem aos materiais de construção e cerca de R$ 1.230,51 à mão de obra. No acumulado de 2026, a variação já soma 5,52%, refletindo a pressão gradual nos preços ao longo dos primeiros meses do ano.
Cenário nacional
Em nível nacional, o Sinapi registrou alta de 0,37% em março, resultado acima do observado em fevereiro (0,23%). Com isso, o custo médio da construção no país passou de R$ 1.925,08 para R$ 1.932,27 por metro quadrado.
Do total nacional, R$ 1.089,78 referem-se aos materiais e R$ 842,49 à mão de obra. No acumulado de 12 meses, o índice registra alta de 6,73%, mantendo ritmo semelhante ao período anterior.
Materiais e mão de obra pressionam custos
Os materiais de construção tiveram aumento de 0,43% em março, acelerando em relação ao mês anterior. Já a mão de obra avançou 0,31%, influenciada por reajustes salariais em diferentes regiões do país.
No acumulado do trimestre, os materiais registram alta de 1,06%, enquanto a mão de obra apresenta crescimento mais expressivo, de 3,60%. Em 12 meses, os aumentos chegam a 4,45% e 9,89%, respectivamente.
Desempenho regional
A Região Norte teve variação de 0,16% em março, abaixo da média nacional. Já o Nordeste liderou o crescimento entre as regiões, com alta de 0,95%, impulsionada principalmente por reajustes em categorias profissionais na Bahia e na Paraíba.
Perspectivas para o setor
Apesar da estabilidade no mês, o desempenho acumulado indica que a construção civil em Roraima segue pressionada em 2026, especialmente por fatores como custo de insumos, logística e reajustes salariais.
A tendência é que esses elementos continuem influenciando o comportamento dos preços ao longo do ano, com impacto direto no ritmo de obras e nos investimentos no estado.
Fonte: Folha de Boa Vista