Última modificação em 4 de agosto de 2026 às 16:09
Levantamento da ANP aponta que preço médio em Boa Vista é quase R$ 30 superior à média nacional; capital lidera ranking entre as cidades pesquisadas
Um levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontou que o preço médio do gás de cozinha em Boa Vista chegou a R$ 143,14 na última semana de julho. Com isso, um botijão de gás em Roraima continua o mais caro do que em qualquer outra capital brasileira.
O valor é quase R$ 30 superior à média nacional, que ficou em R$ 114,04 no mesmo período. Entre as capitais pesquisadas, Boa Vista lidera o ranking dos maiores preços do botijão de gás.
O preço médio registrado na capital roraimense também supera os valores encontrados em cidades como Palmas, onde o botijão custa, em média, R$ 133,21, São Luís, com R$ 129,02, e Manaus, com R$ 128,26. Os dados fazem parte da Síntese Semanal de Preços dos Combustíveis, divulgada pela ANP e referente ao período de 26 de julho a 1º de agosto.
Enquanto o preço médio do botijão apresentou queda de 0,26% no país, passando de R$ 114,34 para R$ 114,04, em Boa Vista houve aumento de 0,34% na comparação com a semana anterior.
Nos últimos 12 meses, o preço médio nacional acumula alta de 5,7%. Na capital de Roraima, o aumento registrado no período foi de 3,47%.
A diferença entre o preço praticado em Boa Vista e a média nacional chega a R$ 29,10 por botijão. Em comparação com o Rio de Janeiro, que apresentou o menor valor entre as capitais pesquisadas, de R$ 94,49, o consumidor da capital roraimense paga, em média, R$ 48,65 a mais pelo mesmo produto.
O que compõe o preço do gás
De acordo com a ANP, do preço médio nacional de R$ 114,04, cerca de R$ 36,36 correspondem ao valor do produto na origem. Outros R$ 19,11 são referentes à cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A maior parcela do valor final, estimada em R$ 58,57, está relacionada às margens de distribuição e revenda.
O levantamento não detalha os fatores que influenciam os preços praticados em cada estado. No entanto, custos com transporte, logística, distribuição e revenda podem impactar o valor final pago pelo consumidor, especialmente em estados mais distantes dos principais centros de abastecimento.
Fonte: Folha BV