
Última modificação em 9 de junho de 2026 às 11:47
O diretor do Butantan, Esper Kallás, confirmou, em entrevista à GloboNews nesta terça-feira (9), que, quem já tomou a vacina da dengue produzida pelo instituto, está protegido contra a doença e não deve se preocupar.
“Quem já tomou a vacina pode ficar absolutamente descansado. […] Todos aqueles que já receberam a vacina podem contar com a proteção que ela promete, de 65% de não pegar a doença cinco anos após a aplicação e 80% para não desenvolver dengue grave”, disse.
A suspensão da vacina foi adotada após o registro de 42 casos de reações severas possivelmente ligadas à vacina, por meio da farmacovigilância*. Entre os casos, há duas mortes que estão sob investigação. Segundo o Ministério da Saúde, foram aplicadas 500 mil doses até 30 de maio, sendo 417 mil em profissionais de saúde.
O diretor endossou, conforme pontuado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (8), que, aqueles que se imunizaram há menos de 21 dias e tiverem algum tipo de reação, devem comunicar às autoridades de saúde locais.
Kállas reforçou, ainda, a importância das vacinas na prevenção de doenças, destacando que elas contribuíram significativamente para o aumento da expectativa de vida da população ao longo das últimas décadas.
Segundo ele, assim como qualquer outro produto de uso humano — de cosméticos a medicamentos — as vacinas podem apresentar efeitos adversos e, que outros imunizantes já enfrentaram situações semelhantes à vivenciada atualmente pela vacina desenvolvida pelo Butantan.
O especialista acrescentou que todas as análises epidemiológicas relacionadas a casos graves e óbitos possivelmente associados à vacinação devem ser concluídas com a maior rapidez possível. No entanto, ele não informou uma previsão para o encerramento dessas investigações.
“Baseado nas informações que nós temos até agora, nas avaliações de benefício risco, a gente está convencido que a vacina tem o seu lugar, deve ser usada e é a ferramenta mais poderosa para poder controlar a dengue no Brasil”, defendeu.
*O que é farmacovigilância? A farmacovigilância é o acompanhamento contínuo dos efeitos de vacinas e medicamentos após sua aprovação. O sistema permite identificar eventos adversos raros e orientar medidas de segurança quando necessário.
Fonte: G1