Última modificação em 16 de agosto de 2026 às 14:00
Países atingidos foram Malásia, Tonga, Vanuatu, Indonésia, Japão, Filipinas, Venezuela, México e Colômbia; sismólogos ressaltam que tremores não causam outros em demais continentes

Uma série de 11 terremotos de magnitude 7 ou superior foi registrada ao redor do mundo até agosto de 2026. Os abalos ocorreram na Ásia, Oceania e Américas e chamaram atenção pela força e pela distribuição geográfica.
Os países atingidos foram Malásia, Tonga, Vanuatu, Indonésia, Japão, Filipinas, Venezuela, México e Colômbia. Alguns tremores aconteceram em regiões já conhecidas pela alta atividade tectônica. Outros atingiram áreas menos associadas a grandes sismos.
Veja a lista de eventos até agora:
- 22 de fevereiro – Malásia: 7,1 em Kota Belud
- 24 de março – Tonga: 7,5 perto de Neiafu
- 30 de março – Vanuatu: 7,3 perto de
- Luganville
1º de abril – Indonésia: 7,4 em Bitung - 20 de abril – Japão: 7,4 perto de Miyako
- 7 de junho – Filipinas: 7,8 em Kablalan, um dos mais fortes do ano
- 24 de junho – Venezuela: dois terremotos no mesmo dia, de 7,2 e 7,5 no norte do país
- 17 de julho – México: 7,3 em Puerto Madero, Chiapas
- 10 de agosto – Colômbia: 7,4 no oeste, com destruição e vítimas
- 15 de agosto – Indonésia: 7,7 na ilha de Flores, com mortes e desabamentos
Os casos mais graves
Na Venezuela, os dois tremores em sequência no dia 24 de junho aumentaram a preocupação por terem atingido região próxima a grandes centros urbanos.
Na Colômbia, o terremoto de 10 de agosto provocou desabamentos e deixou um grande número de afetados.
O mais recente, em 15 de agosto na Indonésia, causou 47 mortes, deslizamentos e interrupção de estradas na ilha de Flores.
Por que tantos terremotos?
Especialistas explicam que Japão, Indonésia, Filipinas, Tonga e Vanuatu estão no “Anel de Fogo do Pacífico”, onde placas tectônicas se encontram. A tensão acumulada é liberada em forma de tremores.
Os sismólogos ressaltam que um terremoto em um país não causa outro em demais continentes. Cada evento precisa ser analisado separadamente, considerando profundidade, localização e tipo de movimentação das placas.
Ter mais terremotos fortes em um ano não significa aumento da atividade sísmica global. A Terra tem atividade contínua e a quantidade varia. Além da magnitude, o impacto depende de fatores como proximidade de cidades, tipo de solo e qualidade das construções.
Fonte: Portal Terra