
Última modificação em 27 de outubro de 2026 às 10:34
Uma ala da Polícia Federal (PF) avalia solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL), diante de suspeitas de que ele possa ter deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos. A possibilidade ganhou força após o portal argentino Infobae publicar que o parlamentar teria atravessado a Argentina de carro e embarcado em um avião particular.
Por determinação de Moraes, Flávio deve entregar o passaporte até as 11h desta terça-feira (27). Caso a ordem não seja cumprida, a PF poderá solicitar a prisão preventiva por descumprimento de medida cautelar. A corporação também apura as informações sobre uma possível tentativa de deixar o país.
Suspeita de viagem aos Estados Unidos
Segundo o Infobae, o senador teria saído do Brasil, atravessado a Argentina por via terrestre e embarcado em um jato particular no município de Puerto Iguazú, na fronteira com o Brasil.
Dados do serviço de monitoramento aéreo Flightradar24 indicam que o avião partiu de Buenos Aires com destino a Puerto Iguazú na segunda-feira (26). No entanto, não há registros públicos de movimentação da aeronave após esse deslocamento.
Conforme as informações divulgadas, o avião ainda estaria na Argentina, enquanto a PF apura a existência de um possível plano de voo para os Estados Unidos.
Integrantes da corporação também verificam registros de entrada e saída do senador na Argentina. Até o momento, segundo as informações citadas, não havia registro de entrada de Flávio ou de familiares dele no país vizinho.
A campanha do senador negou que ele tenha deixado o Brasil. Apesar disso, aliados relataram dificuldades para entrar em contato com o parlamentar pelo principal número de telefone dele.
PF avalia medidas diante de possível fuga
Diante da falta de informações sobre o paradeiro do senador e da possibilidade de fuga, uma ala da PF passou a considerar o pedido de prisão preventiva. Na avaliação desses agentes, a medida poderia permitir o acionamento de mecanismos internacionais de localização, incluindo a Interpol, caso os requisitos legais fossem atendidos.
A solicitação para apreender o passaporte de Flávio foi encaminhada pela PF às 21h16, sete minutos após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, segundo informações divulgadas pela coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo.
De acordo com a representação obtida pela colunista, o pedido foi fundamentado em dois elementos. Um deles seria a inclusão do senador como “usuário master” de uma conta vinculada à Alcazar Holding, empresa do advogado Willer Tomaz, que também possui participações em aeronaves.
O segundo elemento citado foi uma declaração do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, durante um podcast em 23 de outubro. Na ocasião, ele defendeu que Flávio deixasse o país caso não vencesse a eleição. “Se meu irmão não ganhar [a eleição], sou a favor que ele deixe o país”, afirmou Eduardo.
Até o momento, as informações sobre uma possível saída de Flávio Bolsonaro do Brasil permanecem sob apuração, e a campanha do senador nega que ele tenha viajado para os Estados Unidos.
Fonte: O Antagonista