
Última modificação em 19 de outubro de 2026 às 16:01
O governo federal antecipou o calendário de pagamentos do Bolsa Família em outubro. Com a mudança, todos os beneficiários poderão receber os valores reajustados antes do segundo turno das eleições, previsto para 25 de outubro. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), os depósitos têm início nesta segunda-feira (19/10), com a unificação dos pagamentos a partir de quarta-feira (21/10).
Pelo cronograma original, os repasses seriam realizados de forma escalonada até 30 de outubro, conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) dos beneficiários.
Nesta segunda-feira, recebem as famílias com NIS final 1. Na terça-feira (20/10), o pagamento será destinado aos beneficiários com final 2. Já a partir de quarta-feira (21/10), os recursos serão liberados de forma unificada para quem possui NIS terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.
A medida também deverá ser aplicada nos meses de novembro e dezembro, com o objetivo de prevenir e minimizar os impactos do fenômeno climático El Niño, especialmente sobre as famílias em situação de vulnerabilidade social.
O reajuste dos benefícios foi anunciado em setembro, durante uma cerimônia no Palácio do Planalto. Com a atualização, o valor mínimo mensal do programa passou de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio, considerando os adicionais concedidos de acordo com a composição familiar, aumentou de R$ 675 para R$ 777.
Desastres climáticos motivaram a antecipação
Segundo o MDS, a alteração no calendário foi definida diante do crescimento dos registros de desastres climáticos e das projeções meteorológicas para os próximos meses. Análises técnicas do ministério apontaram 518 reconhecimentos federais de Situação de Emergência e Estado de Calamidade Pública em agosto e setembro de 2026, mais que o dobro dos 253 registrados no mesmo período do ano anterior.
O aumento foi impulsionado principalmente por eventos climáticos na Região Sul. Os reconhecimentos relacionados a chuvas intensas, granizo, vendavais e inundações passaram de 81 para 272 no período analisado.
No semiárido brasileiro, os registros associados à estiagem e à seca subiram de 172 para 239, representando um crescimento de aproximadamente 39%.
De acordo com o ministério, os efeitos do El Niño podem alcançar todas as regiões do país, ampliando os riscos de insegurança alimentar e comprometendo os meios de subsistência das famílias em situação de maior vulnerabilidade. Nesse cenário, a antecipação dos pagamentos busca assegurar o acesso aos recursos do programa e contribuir para a proteção social das famílias diante dos possíveis impactos climáticos.
Fonte: Correio Braziliense