
Última modificação em 16 de agosto de 2026 às 10:01
Conhecida por proteger os ossos, a vitamina D também está sendo estudada por seus efeitos no controle da glicose. Uma revisão publicada no Journal of the Endocrine Society apontou que a suplementação pode aumentar em 27% a chance de pessoas com pré-diabetes voltarem a ter glicemia normal.
A análise reuniu 10 ensaios clínicos com 4.478 adultos. Entre quem tomou vitamina D, 18,5% normalizaram a glicose. No grupo que recebeu placebo, foram 14%.
Pesquisadores associam o efeito à ação da vitamina D nas células beta do pâncreas, que produzem insulina. O nutriente também pode ajudar na inflamação e na sensibilidade à insulina, dois fatores importantes para controlar o açúcar no sangue.
A média usada nos estudos foi de cerca de 4.300 UI por dia. O valor é bem maior que a recomendação nutricional para adultos. Por isso, especialistas alertam: a suplementação não serve para todo mundo e não deve ser feita sem acompanhamento médico.
Em 2024, a Sociedade de Endocrinologia dos EUA passou a considerar a vitamina D como estratégia complementar para adultos com pré-diabetes e alto risco de evoluir para diabetes. A entidade não recomenda doses altas para todos.
O excesso pode causar hipercalcemia, com risco de cálculos renais e problemas cardiovasculares.
Outras formas de obter vitamina D
Além do suplemento, o nutriente vem da exposição ao sol e de alimentos como salmão, truta, atum, gema de ovo e fígado. Leites e cereais fortificados também ajudam.
O suplemento não substitui o básico
Médicos reforçam que alimentação equilibrada, atividade física, perda de peso e sono continuam sendo os pilares para evitar o diabetes tipo 2.
A conclusão é que a vitamina D pode ter um papel no metabolismo da glicose, mas não é uma solução isolada. Quem tem pré-diabetes deve medir os níveis e conversar com um profissional antes de suplementar.
Fonte: Folha BV