
Última modificação em 9 de agosto de 2026 às 10:47
A história de Sensei Sasso Santos e do filho Didier mostra como o esporte pode transformar vidas. O que começou com um convite para o menino com síndrome de Down conhecer o judô, aos 6 anos, se tornou um propósito para os dois.
No início, o pai teve medo. “O receio de que ele se machucasse quase impediu o primeiro passo”, conta. Foi o saudoso Sensei Paulo quem insistiu. E deu certo.
Com dedicação, Didier evoluiu dentro e fora do tatame. Hoje é faixa-preta e virou exemplo de superação.
Enquanto esperava o filho treinar, Sasso decidiu entrar também. “Eu ficava uma hora e meia esperando. Pensei: por que não fazer judô também? Entrei pela minha saúde e para ajudar o Didier quando ele ficasse sem dupla”.
O que era para ser companhia virou paixão. Vieram as graduações, a faixa-preta e uma nova missão.
Judô para Todos
Há 5 anos, Sasso coordena o projeto Judô para Todos na Associação Amar Down RR. O espaço acolhe pessoas com síndrome de Down, autistas, crianças, jovens e adultos com e sem deficiência.
Para ele, a inclusão real é essa: todos treinando juntos. “Todo mundo pode fazer judô. Em alguns casos, são necessárias adaptações, mas o esporte é para todos.”
O papel do pai
Neste Dia dos Pais, Sasso reforça a importância da presença paterna. “Quando a criança consegue fazer uma técnica, a primeira pessoa para quem ela olha é o pai. Esse olhar vale mais do que qualquer medalha.”
Ele destaca ainda que muitas mães assumem sozinhas os cuidados. Por isso, defende que os pais estejam mais presentes.
“O judô transforma vidas. Ensina respeito, disciplina e amizade. Minha mensagem aos pais é que estejam presentes. O tempo investido hoje se transforma em caráter, saúde e valores que os filhos levarão para toda a vida.”
Mais do que formar campeões, Sasso descobriu no tatame a maior conquista: transformar o amor de pai em legado de inclusão.
Fonte: Folha BV