
Última modificação em 19 de maio de 2026 às 09:29
A enfermeira Alessandra Cavalcante confirmou a pré-candidatura a deputada federal nas eleições de 2026 pelo Movimento Democrático Brasileiro. Em entrevista, ela destacou as principais pautas que pretende defender durante a campanha. Caso a candidatura seja oficializada, esta será a primeira vez que disputará uma eleição.
Entre as prioridades da pré-candidata estão políticas voltadas ao cuidado com servidores públicos, especialmente profissionais que atuam na linha de frente do atendimento à população. Segundo ela, faltam programas de assistência e acompanhamento para trabalhadores de áreas essenciais, como saúde e segurança pública.
“Para manter uma equipe saudável na porta de emergência e em todos os setores do hospital, é preciso entender que uma emergência pode acontecer a qualquer momento. A enfermagem reúne mais de 3 milhões de profissionais no Brasil, e muitos estão adoecendo. Depois de alguns anos de trabalho, começam a surgir problemas físicos, como lesões por esforço repetitivo, porque são atividades executadas diariamente por enfermeiros, técnicos, auxiliares e parteiras. Mas todo mundo fala apenas da doença física e ninguém debate a doença psicológica”, afirmou.
Ao abordar segurança pública e proteção às mulheres, Alessandra disse que pretende atuar no fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência doméstica. De acordo com ela, além da criação de leis, é necessário garantir integração entre os sistemas de saúde e segurança pública para ampliar a proteção às vítimas.
A enfermeira citou a chamada “Lei da Sala Lilás”, que prevê espaços de acolhimento especializado para mulheres vítimas de violência, mas afirmou que a norma ainda é pouco aplicada.
“Não basta apenas existir uma Sala Lilás. É preciso criar um elo entre o profissional que atende essa mulher e os órgãos de segurança. Quantas mulheres eu deixei passar sem perceber que eram vítimas de violência? Muitas vezes a paciente chega com um braço quebrado, recebe atendimento, é encaminhada para a ortopedia e depois vai embora. Se ela retornar meses depois, o histórico pode ter sido perdido porque a lei do prontuário único não é cumprida. Se tivermos uma política adequada e um sistema integrado de atendimento, conseguimos interromper esse ciclo de violência ainda no primeiro atendimento”, declarou.
Sobre a pré-candidata
Alessandra Cavalcante tem 42 anos e nasceu em Manaus. Ela chegou a Roraima há mais de duas décadas após receber uma proposta de trabalho e construiu a carreira profissional no estado.
Enfermeira e enfermeira auditora, atuou no Hospital Geral de Roraima, onde trabalhou em setores ligados à assistência e à gestão hospitalar. Também exerceu funções de coordenação em áreas de alta complexidade, como Grande Trauma e Pronto-Socorro.
Durante a trajetória profissional, participou ainda da estruturação e implantação do Hospital das Clínicas, colaborando na ampliação e organização dos serviços de saúde no estado.
Por M3 Comunicação Integrada