Roraima está em sexto lugar no ranking de feminicídios. Foto: Agência Brasil
Última modificação em 3 de março de 2026 às 10:56
O estado de Roraima aparece na 6ª posição no ranking nacional de feminicídios em 2025, segundo dados do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, divulgado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina.
De acordo com o levantamento, o estado registrou taxa de 13,9 feminicídios consumados e tentados a cada 100 mil mulheres, índice superior ao registrado em 2024, quando a taxa era de 10 por 100 mil. O aumento foi de 3,9 pontos em apenas um ano.
Roraima divide a sexta colocação com o estado do Mato Grosso do Sul, que apresentou o mesmo índice proporcional.
Número de casos cresce quase 39% em um ano
Em números absolutos, o estado encerrou 2025 com 50 casos de feminicídio consumado e tentado, contra 36 registros em 2024. O crescimento é de aproximadamente 39%, evidenciando a escalada da violência contra mulheres no estado.
Com esses dados, Roraima passa a integrar o grupo dos dez estados com maior taxa proporcional de feminicídios no país.
À frente do ranking está o Mato Grosso, com taxa de 20,0 por 100 mil mulheres. Na sequência aparecem Amapá (19,6), Acre (16,4), Tocantins (16,2) e Rondônia (14,7).

Taxa em Roraima é mais que o dobro da média nacional
O relatório também revela que a taxa registrada em Roraima é mais que o dobro da média brasileira.
Em 2025, o Brasil apresentou índice de 6,3 feminicídios consumados e tentados por 100 mil mulheres. No ano anterior, a média nacional era de 4,7.
A diferença reforça o alerta sobre a necessidade de políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência de gênero no estado.
Onde os feminicídios acontecem?
O levantamento aponta que a maior parte dos crimes ocorre dentro de casa.
Em âmbito nacional:
- 66,6% dos feminicídios aconteceram em residências
- 38,25% ocorreram na casa da vítima
- 21,52% foram registrados na residência do casal
Os dados indicam que o ambiente doméstico segue como o principal cenário da violência letal contra mulheres.
Relação entre vítima e agressor
Outro ponto destacado pelo relatório é o vínculo entre vítima e autor do crime.
- 46,28% dos casos foram cometidos por companheiro ou parceiro íntimo
- 33,15% tiveram como autor o ex-companheiro
- 75,48% dos registros são classificados como feminicídio íntimo
Os números reforçam que, na maioria das ocorrências, o agressor mantém ou manteve relação afetiva com a vítima, evidenciando o caráter estrutural da violência doméstica no Brasil.
Fonte: Monitor de Feminicídios no Brasil
Por: M3 Comunicação Integrada