
Última modificação em 29 de agosto de 2026 às 15:11
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inicia, à meia-noite da próxima segunda-feira (31), o julgamento virtual dos registros de candidatura à Presidência da República nas eleições de outubro. A análise ficará aberta até o dia 2 de setembro.
No julgamento virtual, os ministros apresentam seus votos por meio do sistema eletrônico da Corte, sem a realização de sessão presencial para deliberação.
Ao todo, o TSE recebeu 13 pedidos de registro de candidatura à Presidência:
- Augusto Cury (Avante);
- Clariana Barão (DC);
- Edmilson Costa (PCB);
- Flávio Bolsonaro (PL);
- Hertz Dias (PSTU);
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
- Pablo Marçal (PRTB);
- Renan Santos (Missão);
- Romeu Zema (Novo);
- Ronaldo Caiado (PSD);
- Rui Costa Pimenta (PCO);
- Samara Martins (UP); e
- Wilson Grassi (Democrata).
Para que os registros sejam deferidos, os candidatos precisam apresentar a documentação exigida pela Justiça Eleitoral e comprovar que atendem aos requisitos de elegibilidade, além de não possuírem pendências que impeçam a candidatura.
Caso Pablo Marçal
No caso de Pablo Marçal, o TSE já determinou, em caráter provisório, a suspensão de atividades de campanha. Com a decisão, o candidato está impedido temporariamente de fazer campanha, participar de debates e utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.
Os ministros acolheram um pedido de liminar apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que solicitou a suspensão da campanha até que o TSE analise definitivamente o registro de candidatura.
Segundo o MPE, Marçal está inelegível até 2032 após ter sido condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo por oferecer gravações de vídeos a vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro. O episódio ocorreu durante as eleições municipais de 2024.
Eleições
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Na data, os eleitores escolherão deputados federais, deputados estaduais e distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno será realizado em 25 de outubro e poderá ocorrer nas disputas para presidente e governador. A nova votação será necessária caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, desconsiderando os votos brancos e nulos.
Fonte: Agência Brasil