
Última modificação em 4 de outubro de 2026 às 17:26
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que as eleições deste ano ocorreram sem grandes problemas ou incidentes. Ele também descartou a existência de indícios concretos de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.
“Tudo funcionau na maior tranquilidade e transparência possível”, declarou o ministro durante entrevista coletiva na sede do TSE, em Brasília.
Questionado sobre possíveis ameaças externas ou ações do crime organizado, Nunes Marques informou que relatórios da Polícia Federal (PF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e de outros órgãos não apontaram evidências de interferência no pleito.
“Até o momento, não temos um indicativo concreto de interferência internacional”, afirmou.
O ministro também ressaltou que os temores relacionados à disseminação de deepfakes, vídeos hiper-realistas produzidos com inteligência artificial, não se concretizaram em ocorrências de grande repercussão durante a votação.
Em relação às urnas eletrônicas, Nunes Marques destacou que não foram registrados problemas de grande proporção. Apesar disso, 1.121 equipamentos precisaram ser substituídos em todo o país, o equivalente a aproximadamente 0,2% das 499.248 urnas utilizadas nas eleições.
“Não há votação manual no país”, declarou o presidente do TSE.
Segundo o ministro, o Paraná concentrou parte dos principais problemas relacionados à infraestrutura. O estado foi atingido por fortes chuvas e ventos na manhã deste domingo, com interrupções no fornecimento de energia elétrica em 140 municípios.
Ocorrências policiais
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou que, até as 13h deste domingo, foram registrados 313 crimes eleitorais e quatro crimes comuns.
As autoridades apreenderam R$ 108 mil, quatro armas e 13 veículos. Ao todo, quatro pessoas foram presas.
Minas Gerais liderou o número de ocorrências, com 43 registros, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 36, e por Sergipe, com 26.
Entre os crimes eleitorais contabilizados, predominam os casos de propaganda irregular, com 130 registros, e de boca de urna, com 69 ocorrências.
Fonte: Agência Brasil