
Última modificação em 27 de abril de 2026 às 10:29
O cenário político de Roraima pode passar por mudanças significativas a partir desta terça-feira (28), quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma o julgamento que analisa a cassação do governador Edilson Damião (União Brasil) e a inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos). A sessão ocorre após sucessivos adiamentos e em meio a um ambiente de incerteza política no estado.
O processo tem origem em decisões do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), que apontaram irregularidades nas eleições de 2022, incluindo a distribuição de benefícios em período vedado. Denarium já acumula decisões de cassação na Justiça Eleitoral e recorre ao TSE, responsável pelo julgamento definitivo.
Caso a maioria dos ministros mantenha o entendimento pela irregularidade, a decisão pode provocar uma nova mudança no comando do Executivo estadual e impactar diretamente o cenário das eleições de 2026.
Se confirmada a cassação, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos), deve assumir o governo de forma interina. Com isso, o deputado Jorge Everton (União Brasil) passaria a ocupar a presidência do Legislativo estadual.
Pelas regras constitucionais, a eventual vacância do cargo na segunda metade do mandato — como ocorre em 2026 — não prevê a realização de eleição direta. Nesse caso, a escolha do novo governador é feita de forma indireta pela Assembleia Legislativa de Roraima.
O nome eleito pelos deputados exercerá um mandato-tampão, permanecendo no cargo até 31 de dezembro de 2026. O calendário eleitoral regular segue mantido, com eleições previstas para outubro, quando os eleitores escolherão o governador que assumirá o mandato a partir de 2027.
O desfecho do julgamento pode, portanto, provocar mudanças imediatas na condução política do estado, dentro de um rito previsto na legislação eleitoral.
Fonte: Roraima 1