
Última modificação em 11 de setembro de 2026 às 17:33
A inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA, registrou queda de 0,32% em agosto, a menor taxa para o mês desde o início do Plano Real e a menor variação desde agosto de 2022, quando havia recuado 0,36%. Em julho, o índice havia subido 0,07%.
A deflação foi influenciada principalmente pelo Bônus de Itaipu, que reduziu em média 7,63% o valor das contas de energia elétrica, além da queda nos preços de alimentos, passagens aéreas e combustíveis.
Com o resultado de agosto, o IPCA acumulou 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados até julho. A taxa também ficou melhor que a previsão do mercado, de -0,23% para o mês.
Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, quatro apresentaram queda. Habitação teve a maior retração, de 1,87%, seguida por Transportes, com -0,86%, Alimentação e bebidas, com -0,34%, e Comunicação, com -0,09%. A queda de habitação foi a mais intensa desde o início do Plano Real.
Nos alimentos, os principais recuos ocorreram nos preços da batata, cenoura, cebola, tomate, ovos e café. Já no transporte, as passagens aéreas caíram 13,17%, enquanto etanol, diesel e gasolina também ficaram mais baratos.
Apesar da forte queda em agosto, o resultado pode ser temporário. O Bônus de Itaipu é concedido apenas nesse mês, o que deve fazer a conta de luz voltar a subir em setembro. Além disso, o índice de difusão, que mede a proporção de produtos e serviços que tiveram aumento, passou de 50% em julho para 54% em agosto, indicando que a alta de preços continua disseminada.
A meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, estabelecendo um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Como a avaliação passou a considerar os 12 meses anteriores, a inflação acumulada de 4,22% permanece dentro do limite superior da meta.
Fonte: Agência Brasil