Última modificação em 8 de setembro de 2026 às 16:03
Programa prevê o cultivo de milho e feijão em três mil hectares e deve beneficiar 2.977 produtores em 2026

O Governo de Roraima abriu as inscrições para uma nova etapa do Projeto de Grãos. Os produtores interessados podem se cadastrar até 15 de outubro nas unidades do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural de Roraima (Iater), nos 15 municípios do Estado.
A iniciativa segue o calendário agrícola oficial de Roraima e é destinada a agricultores familiares e comunidades indígenas que trabalham com o cultivo de milho e feijão. Para 2026, a previsão é alcançar três mil hectares de área cultivada e beneficiar 2.977 produtores, com investimento de R$ 33 milhões em recursos próprios do Governo do Estado.
Do total previsto, 1,6 mil hectares serão destinados a 160 polos de agricultura familiar indígena. Cada polo é formado, em média, por 10 produtores que desenvolvem as atividades de forma coletiva. Outros 1,4 mil hectares serão destinados a 1.377 agricultores familiares não indígenas.
Assistência técnica acompanha todas as etapas
Os produtores recebem acompanhamento técnico ao longo de todo o ciclo produtivo, desde o preparo das áreas até o plantio e a colheita. O trabalho também busca reduzir a utilização do fogo no preparo das lavouras e ampliar o uso de tecnologias no campo.
Segundo o presidente do Iater, José Antonio Vicente, o projeto pretende contribuir para a mudança de práticas tradicionais de cultivo e ampliar a produtividade.
“O objetivo principal do programa é levar tecnologia, elevar o conhecimento e, principalmente, tirar o produtor daquela cultura do toco, para que ele não precise mais utilizar o fogo para fazer essa cultura. A gente já tem resultado disso nos últimos quatro anos: ele consegue produzir muito mais com tecnologia, em um hectare bem trabalhado”, explicou.
A equipe responsável pela assistência é composta por engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas e veterinários do Iater. Os profissionais realizam visitas às propriedades e orientam os produtores nas diferentes fases da produção.
Após o período de inscrições, os interessados passam por uma etapa de seleção. Técnicos do Iater visitam as propriedades para avaliar as áreas disponíveis e verificar se os critérios estabelecidos pelo projeto são atendidos. Os produtores habilitados avançam, então, para as etapas de preparo do solo e cultivo.
Na agricultura familiar indígena, o programa atende comunidades organizadas em polos, geralmente formados por pelo menos 10 famílias. Entre os requisitos estão a disponibilidade de área preparada e cercada, além de acesso adequado para a entrada dos equipamentos. Para os agricultores familiares não indígenas, também é necessário que a área esteja destocada e cercada.
Fonte: Secom-RR