Última modificação em 21 de julho de 2026 às 14:30
Entre punições previstas estão suspensões para jogadores e integrantes da comissão técnica, além de multas ou outras penalidades à AFA

A Fifa anunciou a abertura de uma investigação para apurar os incidentes registrados após o apito final da decisão da Copa do Mundo de 2026, disputada no último domingo (19), no estádio MetLife, envolvendo jogadores e integrantes da comissão técnica da Argentina.
O Comitê Disciplinar da entidade nomeou um procurador de disciplina e ética para conduzir a apuração dos fatos. Caso sejam responsabilizados, atletas e membros da comissão técnica podem ser suspensos, enquanto a Associação do Futebol Argentino (AFA) também poderá sofrer sanções, como multas.
A confusão ocorreu logo após a derrota da Argentina por 1 a 0 para a Espanha. Enquanto os espanhóis iniciavam a comemoração pelo título, jogadores argentinos e integrantes da comissão técnica entraram em confronto com adversários dentro de campo.
Entre os envolvidos no tumulto estariam os jogadores Nahuel Molina, Leandro Paredes e Thiago Almada, além do auxiliar técnico Roberto Ayala.
Cartão vermelho para Paredes foi corrigido
Durante a transmissão da partida, o sistema oficial de informações da Fifa para comentaristas indicou, de forma equivocada, que Leandro Paredes havia sido expulso pelo árbitro Slavko Vincic após empurrar o espanhol Eric García na região do pescoço.
Pouco depois, o registro do cartão vermelho foi retirado, e a Fifa confirmou que nenhuma punição disciplinar foi aplicada ao jogador durante a partida.
O único argentino expulso oficialmente foi Enzo Fernández, que recebeu o segundo cartão amarelo nos acréscimos do segundo tempo.
Argentina já responde a outro processo
Além da investigação pela confusão na final, a Argentina já é alvo de outro procedimento disciplinar aberto pela Fifa. O caso envolve a exibição de uma faixa em apoio à reivindicação argentina sobre as Ilhas Malvinas após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra na semifinal da competição.
Possíveis punições
A investigação ficará sob responsabilidade de um procurador de disciplina e ética da Fifa, que analisará os acontecimentos e poderá recomendar sanções ao Comitê Disciplinar da entidade.
Entre as punições previstas estão suspensões para jogadores e integrantes da comissão técnica, além de multas ou outras penalidades à Associação do Futebol Argentino (AFA). Até o momento, a Fifa não informou um prazo para a conclusão da investigação nem para eventual julgamento do caso.
O Artigo 13 do Código Disciplinar da Fifa trata de condutas ofensivas e da violação dos princípios do fair play (jogo limpo). Entre as infrações previstas estão atitudes que desrespeitem as regras básicas de comportamento, comprometam a integridade da competição ou prejudiquem a imagem do futebol e da própria Fifa.
No caso da investigação envolvendo a Argentina, o procurador de disciplina e ética avaliará os fatos considerando tanto circunstâncias agravantes quanto atenuantes. Caso identifique infrações, poderá recomendar punições que incluem até mesmo suspensões com validade mundial, impedindo os envolvidos de exercer qualquer atividade ligada ao futebol durante o período da sanção.
A Fifa já utilizou esse dispositivo em casos de grande repercussão. Em 2023, por exemplo, o então presidente da Federação Espanhola de Futebol, Luis Rubiales, foi enquadrado no Artigo 13 após beijar a atacante Jenni Hermoso na cerimônia de premiação da Copa do Mundo Feminina. Ele acabou suspenso por três anos de todas as atividades relacionadas ao futebol, punição mantida após recurso.
Outro precedente ocorreu na Copa do Mundo de 2014, quando o atacante uruguaio Luis Suárez recebeu uma suspensão global de quatro meses por morder o zagueiro italiano Giorgio Chiellini durante uma partida do torneio.
Na época, a sanção impediria Suárez de disputar os primeiros jogos da temporada pelo Liverpool. No entanto, o atacante foi transferido para o Barcelona durante a janela de transferências e só pôde estrear pela equipe espanhola em 25 de outubro, após cumprir a punição imposta pela Fifa.
Fonte: g1