
Última modificação em 25 de junho de 2026 às 05:52
Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela na noite desta quarta-feira (24) causando colapso de edifícios e mobilizando uma grande operação de resgate em Caracas e cidades do norte. Pela proximidade com a fronteira, o episódio acendeu o alerta em Roraima, principal entrada terrestre entre os dois países.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os tremores tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e ocorreram com menos de um minuto de diferença. O epicentro foi próximo à cidade costeira de Morón, a 168 km de Caracas, em profundidade rasa, o que aumenta o potencial destrutivo.
Imagens de agências internacionais mostram prédios parcialmente destruídos, ruas cobertas por escombros e moradores saindo às pressas de imóveis na capital. Equipes de resgate buscam vítimas sob destroços e hospitais operam em emergência. Ainda não há balanço consolidado de mortos e feridos, mas o USGS aponta alta probabilidade de vítimas em grande escala.
O abalo foi sentido em países vizinhos e no Caribe. Um alerta de tsunami para Porto Rico e Ilhas Virgens chegou a ser emitido, mas foi cancelado.
Para Roraima, o caso tem relevância pela proximidade e pela conexão social e econômica com a Venezuela. O estado concentra grande população migrante, principalmente em Boa Vista e Pacaraima, com famílias que têm parentes em Caracas, Puerto Ordaz e Santa Elena de Uairén.
Até agora, não há registro oficial de tremores sentidos em Roraima nem impactos na infraestrutura. Em Manaus, moradores relataram oscilações em edifícios altos, o que mostra a dimensão do evento.
Especialistas explicam que a Venezuela fica numa zona de interação entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul, o que favorece abalos sísmicos, mesmo não sendo um dos países mais associados a grandes terremotos.
O governo venezuelano ativou protocolos de emergência e orientou a população a evitar estruturas danificadas por causa do risco de réplicas.
Fonte: Folha BV