
Última modificação em 26 de junho de 2026 às 10:47
A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%, o menor índice para o período desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 26, pelo IBGE. Houve queda de 0,2 ponto percentual frente ao trimestre anterior, de dezembro a fevereiro, quando estava em 5,8%. Em relação a maio de 2025, a redução foi de 0,6 ponto, de 6,2% para 5,6%.
Para o analista William Kratochwill, o recorde “indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.
O país tinha 6,1 milhões de desocupados, número estável frente aos 6,2 milhões de fevereiro e 9,3% menor que os 6,7 milhões de maio do ano passado. A população ocupada subiu para 102,7 milhões, alta de 0,5% ou 558 mil pessoas a mais que no trimestre anterior.
Renda e informalidade
O rendimento médio real ficou em R$ 3.726, estável frente aos R$ 3.756 do trimestre anterior e 4% acima do mesmo período de 2025.
A informalidade atingiu 37,3% da população ocupada, com 38,3 milhões de trabalhadores sem carteira ou autônomos sem CNPJ. Em maio de 2025 era 37,8%.
Previdência
66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência, total de 68,4 milhões de pessoas. Contribuem empregados, empregadores, domésticos e autônomos que pagam INSS ou regimes próprios.
Sobre a Pnad
A pesquisa considera desocupada quem tem 14 anos ou mais e procurou trabalho nos 30 dias antes da entrevista. São visitados 211 mil domicílios em todo o país.
Recorde histórico
A menor taxa da série foi 5,1% no fim de 2025. A maior foi 14,9% nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, no auge da pandemia.
Fonte: Agência Brasil