Última modificação em 19 de setembro de 2026 às 16:09
Índice de rejeição à Corte subiu cinco pontos desde março em meio às tensões envolvendo investigações sobre o Banco Master

A desconfiança dos eleitores em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o maior nível desde o início da série histórica do Datafolha, em 2012. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (18) aponta que 48% dos entrevistados afirmam não confiar na Corte, cinco pontos percentuais acima do índice registrado em março.
Na pesquisa anterior, 43% dos entrevistados declaravam não confiar no Supremo, percentual que, até então, representava o maior patamar da série. Agora, 35% dizem confiar pouco no tribunal, enquanto 14% afirmam confiar muito.
Considerando o índice de desconfiança, o STF aparece numericamente à frente das demais instituições avaliadas pelo levantamento. Congresso Nacional e partidos políticos registram 45% de desconfiança cada, enquanto a Presidência da República soma 42%.
Tensão envolvendo o Supremo
A queda na confiança ocorre em meio à maior exposição da Corte diante da divulgação de documentos e mensagens relacionados às investigações sobre o Banco Master.
A repercussão aumentou após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes.
O caso chegou ao plenário do STF na terça-feira (15/9), quando os ministros discutiram a possibilidade de abertura de uma investigação contra Moraes em razão das conversas atribuídas a ele e a Vorcaro e incluídas no relatório solicitado por Mendonça.
A análise do mérito, no entanto, não foi realizada. A sessão foi marcada por divergências entre os ministros e terminou após um pedido de vista apresentado por Flávio Dino, que suspendeu o andamento do julgamento por até 90 dias.
Fonte: Correio Braziliense