Última modificação em 6 de julho de 2026 às 10:00
Com a reversão da punição, Balogun está liberado para enfrentar a Bélgica, nesta segunda-feira (6)

A decisão da Federação Internacional de Futebol (Fifa) de anular o cartão vermelho do atacante norte-americano Folarin Balogun provocou uma das maiores polêmicas da Copa do Mundo. A medida, anunciada no domingo (5), ocorreu após relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria solicitado diretamente ao presidente da entidade, Gianni Infantino, a revisão da expulsão aplicada pelo árbitro brasileiro Raphael Claus.
Com a reversão da punição, Balogun está liberado para enfrentar a Bélgica, nesta segunda-feira (6), pelas oitavas de final do torneio. A decisão colocou o processo disciplinar da Fifa sob intenso escrutínio internacional, gerou forte reação da delegação belga e reacendeu o debate sobre a relação entre a cúpula da entidade e o poder político.
A mudança de entendimento desencadeou ampla repercussão na imprensa esportiva mundial. Especialistas e ex-jogadores passaram a discutir se a Fifa corrigiu uma eventual injustiça ou comprometeu a credibilidade de seu próprio regulamento, em meio às recorrentes críticas sobre a proximidade entre Infantino e Trump.
Balogun, de 25 anos, marcou seu terceiro gol na competição na vitória sobre a Bósnia e Herzegovina, na semana passada. No entanto, acabou expulso no segundo tempo após atingir o tornozelo do defensor Tarik Muharemovic com as travas da chuteira. A decisão foi tomada após revisão do lance pelo árbitro de vídeo (VAR), o que gerou protestos do técnico da seleção dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino.
Segundo as agências Reuters, France-Presse (AFP) e Associated Press (AP), citando fontes sob anonimato, Trump entrou em contato com Infantino logo após a partida em que Balogun recebeu o cartão vermelho. Pouco depois, a Fifa anunciou a suspensão da punição de um jogo imposta ao atacante.
Em nota oficial, a entidade informou que Balogun permanecerá sob período probatório de um ano e justificou a medida com base em seu Código Disciplinar, que prevê à Fifa a possibilidade de suspender total ou parcialmente a aplicação de sanções disciplinares em determinadas circunstâncias.
A Federação de Futebol dos EUA aceitou a decisão, enquanto Trump optou por um agradecimento público. “Obrigado à Fifa por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça”, escreveu Trump na própria mídia social. Já a Casa Branca celebrou, na sua página oficial da rede social X, escrevendo: “EUA-EUA-EUA.”
Fonte: Band Notícias