Última modificação em 13 de julho de 2026 às 08:30
Durante a madrugada desta segunda-feira, novos ataques atingiram a ilha iraniana de Qeshm, sem registro de vítimas

Os mercados financeiros iniciaram esta segunda-feira (13) sob clima de cautela, após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã no fim de semana. A troca de ataques militares elevou a tensão geopolítica e aumentou a aversão ao risco entre investidores.
No sábado (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou bombardeios contra alvos iranianos em resposta a um ataque do Teerã contra um navio comercial na região do Golfo. Em retaliação, o Irã atingiu instalações militares norte-americanas em países como Jordânia e Catar e anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa uma parcela significativa do petróleo transportado no mundo. A informação, no entanto, foi contestada por Trump no domingo.
Durante a madrugada desta segunda-feira, novos ataques atingiram a ilha iraniana de Qeshm, sem registro de vítimas. Diante da intensificação do conflito, a Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou preocupação com a escalada das hostilidades.
O cenário de incerteza provocou queda nas bolsas asiáticas. A maior baixa foi registrada na Coreia do Sul, pressionada pela desvalorização superior a 15% das ações da fabricante de chips SK Hynix. Os mercados de Tóquio e Xangai também encerraram o dia em baixa.
Na Europa, os principais índices operam em leve alta, enquanto os futuros das bolsas de Nova York apresentam desempenho misto, com o Nasdaq em queda e o Dow Jones registrando pequena valorização.
Além da tensão geopolítica, os investidores acompanham o início da temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos, que ganha força nesta terça-feira (14) com a divulgação dos resultados de Goldman Sachs e JPMorgan. Também estão no radar pronunciamentos de dirigentes do Federal Reserve, em meio às expectativas sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.
O mercado de petróleo segue como principal termômetro da crise. O barril do WTI avançava 1,88%, cotado a US$ 72,75, enquanto o Brent subia 1,87%, para US$ 77,41. O bitcoin recuava 1,3%, negociado próximo de US$ 63 mil, e o ouro caía 0,79%, para US$ 4.080,75 por onça-troy. Já o minério de ferro fechou em baixa de 0,47% em Dalian, na China, cotado a US$ 109,85 por tonelada.
No Brasil, o ambiente segue mais favorável. Na última sexta-feira (10), o Ibovespa avançou 2,97% e encerrou o pregão aos 177.866 pontos, maior nível desde maio, impulsionado pela divulgação de um IPCA abaixo das expectativas, o que reforçou as apostas de redução da taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para agosto.
O dólar fechou a sexta-feira cotado a R$ 5,1084. Nesta segunda-feira, os investidores acompanham a divulgação do Boletim Focus, primeiro após o resultado da inflação, além dos dados da balança comercial semanal, previstos para a tarde.
Fonte: O Antagonista