
Última modificação em 29 de julho de 2026 às 16:06
O comércio brasileiro empregou 10,6 milhões de pessoas em 1,6 milhão de empresas em 2024. No ano, o setor pagou R$ 369,2 bilhões em salários e remuneração e registrou receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões. Os dados são da Pesquisa Anual de Comércio (PAC 2024), divulgada nesta quarta-feira (29), pelo IBGE. Os valores estão a preços correntes do período.
O varejo concentrou a maior parte dos empregos, com 7,6 milhões de trabalhadores. O atacado respondeu por 2 milhões e o comércio de veículos, peças e motocicletas por 950,7 mil.
As três atividades com mais ocupados foram do varejo: hipermercados e supermercados, com 1,6 milhão de pessoas; comércio de produtos farmacêuticos, perfumaria, cosméticos e artigos médicos (887,3 mil); e comércio de material de construção (858,5 mil).
O porte médio das empresas foi de 7 trabalhadores. No comércio de veículos a média foi de 6 e no atacado e varejo, de 7 pessoas por empresa.
Ampliação da pesquisa no Norte
Até 2023, a PAC não cobria todo o Norte. A partir de 2024, Rondônia, Amazonas, Pará e Amapá passaram a ser incluídos integralmente. Em 2025, Acre e Roraima também entraramo. Em Tocantins, a cobertura segue apenas na capital.
Salário médio foi de 1,9 salário mínimo
A remuneração média no comércio ficou em 1,9 salário mínimo. O atacado liderou com 2,8 s.m., seguido por veículos (2,1 s.m.) e varejo (1,6 s.m.).
Os maiores salários médios estavam no atacado de equipamentos de TI e comunicação (5,8 s.m.), combustíveis (4,7 s.m.) e produtos farmacêuticos (4,6 s.m.).
Por região, Sudeste (2,1 s.m.) e Sul (2,0 s.m.) ficaram acima da média. Centro-Oeste (1,8 s.m.), Norte (1,6 s.m.) e Nordeste (1,5 s.m.) ficaram abaixo.
Vendas online e margem
Empresas com 20 ou mais funcionários tiveram 9,9% da receita vinda da internet. Em lojas de departamento, esse percentual chegou a 49,6%. A margem de comercialização somou R$ 1,7 trilhão. O varejo respondeu por 52,8%, o atacado por 38,9% e veículos por 8,3%. A maior taxa de margem foi do varejo de vestuário (86,1%).
Concentração e liderança regional
O nível de concentração do setor, medido pelo R8, foi de 8,7% em 2024.O Sudeste manteve a liderança com 48% da receita bruta e 5,3 milhões de ocupados. Em seguida vêm Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte. São Paulo respondeu por 28,7% da receita do país.
Fonte: IBGE