Última modificação em 18 de julho de 2026 às 10:19
Posicionamento veio após a deputada Joilma Teodora afirmar que os atendimentos foram interrompidos por falta de profissionais

A Assembleia Legislativa de Roraima (ALER) negou, nesta sexta-feira (17), que o Programa Chame, o Centro Humanitário de Apoio à Mulher, tenha sido encerrado ou que todos os servidores do serviço foram exonerados.
O posicionamento veio após a secretária Especial da Mulher, deputada Joilma Teodora (União), afirmar, em publicação nas redes sociais, que os atendimentos do Chame e da Secretaria Especial da Mulher (SEM) foram interrompidos por falta de profissionais. Segundo ela, as exonerações teriam sido determinadas pela Presidência da Casa.
“Sem equipe, não existe atendimento. Sem profissionais, não existe acolhimento. E quem paga essa conta são as mulheres mais vulneráveis do nosso Estado”, declarou a parlamentar.
Joilma também disse que tentou contato com o presidente da ALE-RR, deputado Jorge Everton (União), mas não obteve retorno. Sobre uma possível retomada, ela afirmou que não há prazo nem plano emergencial.
“Neste momento não há um plano apresentado para substituir o atendimento que era realizado pelo Chame. Essa é justamente a minha maior preocupação”, disse.
Para a deputada, a situação afeta diretamente mulheres em situação de vulnerabilidade. “Nenhuma disputa política pode estar acima da vida, da dignidade e da segurança das mulheres”, completou.
Assembleia contesta
Em nota oficial, a Assembleia Legislativa afirmou que “não procede” a informação sobre o suposto encerramento do Chame.
A Casa destacou que Joilma Teodora não tem competência legal para anunciar suspensão ou encerramento de programas institucionais do Legislativo. Também negou que todos os servidores do programa tenham sido exonerados, informando que o quadro funcional continua sob gestão da Presidência, de acordo com a legislação e a necessidade administrativa.
“A afirmação de que o programa deixou de funcionar em razão da exoneração de todos os seus profissionais não corresponde aos fatos”, diz o comunicado.
A ALE-RR criticou ainda a divulgação do caso pela deputada, alegando que pode causar insegurança entre usuárias e familiares. A Presidência reforçou que qualquer decisão sobre programas institucionais será informada apenas pelos canais oficiais da Assembleia.
Fonte: Folha BV