
Última modificação em 27 de outubro de 2026 às 08:30
A demanda por energia elétrica em Roraima aumentou 27,9% entre julho e setembro de 2026, segundo dados da Âmbar Energia Roraima. No período, a carga média do sistema passou de 226,9 megawatts (MW) para 290,1 MW, em meio às altas temperaturas e à maior necessidade de uso de equipamentos de refrigeração.
Em julho, a carga média foi de 226,9 MW. No mês seguinte, o índice subiu para 262 MW, uma alta de 15,5%. Já em setembro, chegou a 290,1 MW, crescimento de 10,7% em relação a agosto.
Em setembro, o sistema também registrou um pico de demanda de 314,6 MW, cerca de 4,4% acima dos 301,2 MW contabilizados na semana anterior. Conforme a empresa, foi a segunda semana consecutiva em que o recorde anterior foi superado.
As cargas máximas também cresceram ao longo do trimestre. Em julho, o maior registro foi de 258,1 MW, no dia 30. Em agosto, o pico chegou a 285,5 MW, no dia 24. A máxima de setembro ficou 21,9% acima do valor registrado em julho e 10,2% superior ao de agosto.
Segundo a Âmbar, o aumento da demanda ocorre em um período de calor intenso em Roraima, que pode levar os consumidores a utilizar ar-condicionado e ventiladores por mais tempo. A influência do fenômeno climático El Niño também é apontada pela empresa como um dos fatores relacionados às temperaturas elevadas.
Redução na tarifa de energia
Apesar do aumento da demanda, os consumidores de Roraima passaram a contar, em 1º de setembro, com uma redução tarifária média de 14,67%. A medida foi viabilizada por uma destinação de R$ 148 milhões, aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para reduzir os impactos das tarifas no estado.
Com a mudança, Roraima passou a ter a segunda menor tarifa de energia elétrica do país.
A empresa ressalta, no entanto, que a redução média não representa necessariamente a mesma diminuição no valor de todas as contas. O total cobrado também depende do volume de energia consumido e de outros componentes da fatura.
Nos períodos mais quentes, aparelhos como ar-condicionado, ventiladores, geladeiras e freezers podem funcionar por mais tempo ou com maior intensidade. Dessa forma, o aumento do consumo pode reduzir o efeito da queda tarifária na conta ou até superar a economia proporcionada pela medida, segundo a Âmbar.
A empresa explica ainda que a carga média do sistema corresponde à potência demandada simultaneamente pelo conjunto de consumidores. Portanto, o aumento registrado entre julho e setembro não significa que todas as residências e empresas tenham elevado o consumo na mesma proporção.
Para evitar desperdícios, a Âmbar Energia recomenda realizar a manutenção periódica dos equipamentos, limpar os filtros do ar-condicionado e manter portas e janelas fechadas durante o funcionamento do aparelho. Também orienta verificar as condições de vedação de geladeiras e freezers.
Outra recomendação é acompanhar o consumo em quilowatt-hora (kWh), informado na conta de energia. A medida permite identificar mudanças nos hábitos de consumo e avaliar possibilidades de economia.
Fonte: Folha BV