
Última modificação em 9 de outubro de 2026 às 15:52
Bancos e instituições financeiras iniciaram nesta sexta-feira (9) a devolução de aproximadamente R$ 1,325 bilhão em saldos que ficaram retidos em plataformas de apostas on-line afetadas por uma medida provisória do governo federal. A restituição deve beneficiar cerca de 26,5 milhões de apostadores, com pagamentos previstos até 14 de outubro.
O prazo para retirar o dinheiro diretamente nas plataformas terminou em 5 de outubro. Nos dias 7 e 8, as empresas encaminharam às instituições financeiras os dados dos saldos vinculados aos CPFs e às contas bancárias utilizadas pelos usuários.
Os valores serão devolvidos pelas instituições financeiras, e os apostadores devem acompanhar as movimentações das contas usadas para realizar os depósitos. Caso ocorram impedimentos operacionais, a Caixa Econômica Federal ficará responsável por intermediar os pagamentos pendentes a partir de 14 de outubro. As orientações serão divulgadas pelos canais oficiais.
Segundo o governo, grande parte dos recursos está distribuída em contas com valores inferiores a R$ 1. Ao todo, 86,2 milhões de contas registravam saldos entre R$ 0,01 e R$ 0,99, somando R$ 15,5 milhões. O número de contas é maior que o de apostadores porque uma mesma pessoa pode ter cadastro em diferentes plataformas.
O governo também investiga saldos elevados que permaneceram nas empresas. De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, cerca de 40 CPFs estão sob análise para apurar possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro.
A medida provisória que determinou o encerramento das operações abrangidas foi publicada em 25 de setembro e ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para continuar em vigor. A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas ao combate ao endividamento das famílias, aos problemas relacionados ao uso compulsivo de jogos on-line e às plataformas clandestinas.
Alerta contra golpes: os apostadores devem consultar apenas os canais oficiais dos bancos e do governo. Não devem pagar taxas antecipadas para receber o dinheiro, nem compartilhar senhas ou códigos bancários com terceiros.
Fonte: Agência Brasil