
Última modificação em 15 de setembro de 2026 às 10:30
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, nesta segunda-feira (14), que os sindicatos dos trabalhadores dos Correios mantenham pelo menos 80% do efetivo em atividade durante a greve iniciada na sexta-feira (11). A Corte também considerou a paralisação abusiva após pedido apresentado pela estatal.
Segundo a decisão, o percentual mínimo deve ser cumprido individualmente em cada unidade, turno e atividade considerada indispensável, sem possibilidade de compensação entre diferentes locais ou setores.
A determinação abrange unidades de atendimento, tratamento, transporte e distribuição, além de áreas administrativas e de suporte essenciais à manutenção dos serviços postais.
Os Correios afirmam que a greve ocorre em um momento de dificuldades para a empresa e apontam como prioridades a redução de despesas e o aumento da eficiência.
Motivos da greve
A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) afirma que um dos principais pontos de divergência nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a entidade, a estatal pretende alterar as condições do benefício.
A federação também afirma que a greve foi aprovada após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no TST, sem acordo entre as partes.
Reivindicações
A paralisação foi aprovada por diversos sindicatos por tempo indeterminado. As entidades alegam falta de avanços nas negociações com a empresa.
Entre os pontos questionados pelos trabalhadores estão propostas relacionadas à redução do percentual de férias, ao fim do tíquete extra e a mudanças nas condições de manutenção do plano de saúde.
Fonte: Metrópoles