Última modificação em 24 de agosto de 2026 às 11:23
Candidata ao Senado pelo Novo participou das rodadas de entrevistas em um programa de rádio, nesse domingo (23)

A candidata ao Senado por Roraima Regina Barilli (Novo) apresentou, nesse domingo (23), durante participação em um programa de rádio, as principais propostas para um eventual mandato. Entre as prioridades estão o fortalecimento do papel do Senado diante do Supremo Tribunal Federal (STF), a exploração de recursos minerais, o desenvolvimento do agronegócio e a ampliação da formação profissional no estado.
Relação entre Senado e STF
Regina defendeu mudanças na relação entre o Senado e o STF e afirmou que o plenário da Casa deve ter maior participação na análise de pedidos de impeachment de ministros da Suprema Corte.
Na avaliação da candidata, esse tipo de decisão não deve ficar concentrado exclusivamente nas mãos do presidente do Senado.
Exploração de petróleo e terras raras
Na área econômica, Regina defendeu a exploração das riquezas naturais de Roraima, incluindo minérios, petróleo e terras raras. Segundo ela, o desenvolvimento econômico precisa ocorrer de forma conjunta com a preservação ambiental.
“Nossa riqueza é nossa riqueza e tem que ser explorada. Eu acho que o progresso tem que andar de mão dada com o meio ambiente”, declarou.
A candidata também propôs ampliar a oferta de cursos técnicos para formar profissionais no próprio estado, especialmente para áreas como mineração, agricultura e operação de máquinas.
Segundo Regina, a medida ajudaria a reduzir a necessidade de contratação de trabalhadores de outros estados e aumentaria as oportunidades para a população local.
Agronegócio entre as prioridades
Empresária ligada à produção de arroz, soja e milho, Regina colocou o agronegócio entre as principais bandeiras de sua candidatura.
Ela criticou a carga tributária, os juros e o excesso de burocracia enfrentados por produtores e empresários brasileiros. Para a candidata, é necessário criar condições para que empresas e propriedades rurais possam ampliar a produção sem serem pressionadas por novos impostos e exigências administrativas.
Experiência após o 8 de Janeiro
A candidatura de Regina também é marcada pela experiência vivida após os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Ela afirma que ficou 11 dias presa e utilizou tornozeleira eletrônica durante três anos e oito meses.
Segundo o relato da candidata, ela estava em Brasília, mas chegou à capital após os atos de depredação e afirma não ter participado das invasões. A empresária diz que a experiência foi um dos fatores que a levaram a decidir entrar na política e disputar uma vaga no Senado por Roraima.
Fonte: Folha BV