
Última modificação em 22 de agosto de 2026 às 09:00
Um terremoto de magnitude 7,2 atingiu nesta quinta-feira (20) a região de Ayacucho, no Peru, e a sequência de tremores fortes na América do Sul levanta a dúvida: o Brasil pode passar por algo parecido?
O que aconteceu no Peru
O tremor ocorreu por volta das 13h – 15h no horário de Brasília – com epicentro a 35 km ao norte de Coracora, capital da província de Parinacochas, em Ayacucho. Segundo o Instituto Geofísico do Peru – IGP, a profundidade foi de 108 km.
Até a última atualização, não havia registro de mortos ou feridos e o risco de tsunami foi descartado pela Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha peruana. O chefe do IGP, Hernando Tavera, relatou que moradores deixaram as casas assustados em várias regiões.
Órgãos internacionais registraram o abalo com números diferentes. O Serviço Geológico dos Estados Unidos – USGS – apontou magnitude 6,7 e profundidade de 66,7 km. Já o Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo – EMSC – informou que o tremor foi sentido em Lima, e também em La Paz, na Bolívia, e em Arica, no Chile.
O Peru fica no Anel de Fogo do Pacífico, área de intensa atividade tectônica, por isso terremotos são frequentes. Pouco mais de um mês antes, outro tremor no centro do país deixou seis mortos e 32 feridos, segundo as autoridades.
E o Brasil?
O Brasil também registra terremotos, mas geralmente de menor intensidade, por estar no interior da Placa Sul-Americana. Os abalos sentidos por aqui costumam ser reflexo de terremotos com epicentro em países vizinhos ou de falhas ligadas ao desgaste da placa.
Já houve tremores acima de 5,0 no território nacional. O maior já registrado foi de 6,6, em 1955, na Serra do Tombador, a 370 km de Cuiabá, em Mato Grosso. Não houve mortes porque a região era pouco habitada.
Um dos casos mais recentes foi no Acre, em 2022, com magnitude 6,5. O epicentro ficou a mais de 100 km de cidades como Tarauacá e Feijó, na fronteira com o Peru, e não houve danos nem relatos de que tenha sido sentido nos municípios próximos.
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, tremores acima de 7,0 podem ocorrer no país, mas são extremamente raros. A estimativa é de um evento desse porte a cada 500 anos, em média.
Fonte: UOL