
Última modificação em 1 de julho de 2026 às 18:02
A Justiça negou, nesta terça-feira (30), o pedido para que os influenciadores digitais Patrik Adhan dos Santos Ribeiro, Adrielly Vivianny Araujo da Silva e seu marido, Dione dos Santos da Silva, retomem o uso das redes sociais. Os três são investigados por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à divulgação do chamado “jogo do tigrinho”.
A decisão foi proferida pelo desembargador Jésus Nascimento, relator do caso, que também manteve a determinação de uso de tornozeleira eletrônica pelos investigados. No pedido, a defesa argumentou que as medidas cautelares vêm sendo mantidas por período considerado excessivo, sustentando que a restrição representa uma espécie de “antecipação de pena”.
Na decisão, o magistrado afirmou que não há elementos que indiquem que as medidas cautelares perderam a finalidade ou tenham se tornado desproporcionais, e, ressaltou que, ao longo da investigação, as prisões preventivas foram gradualmente substituídas por medidas menos severas.
Primeiro, as detenções foram convertidas em prisão domiciliar e, posteriormente, em medidas cautelares, conforme decisão da Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas.
“Essa sucessiva substituição demonstra que a situação cautelar dos pacientes vem sendo constantemente reavaliada, com adoção de providências menos gravosas em substituição à segregação cautelar, em observância aos princípios da proporcionalidade e da adequação”, afirmou o desembargador.
A defesa alegou demora do Judiciário na análise de requerimentos apresentados ao longo da investigação, entre eles o pedido de revogação das medidas cautelares e a autorização para que Adrielly viajasse a fim de visitar o pai, que enfrenta problemas de saúde.
Em relação ao pedido de viagem, o desembargador entendeu que a solicitação perdeu o objeto, uma vez que a prisão domiciliar da investigada já havia sido revogada.
Fonte: g1RR