
Última modificação em 19 de maio de 2026 às 10:22
Levantamento Atlas/Bloomberg divulgado nesta terça-feira (19) mostra que 51,7% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro está diretamente envolvido no suposto esquema de fraudes financeiras relacionado ao Banco Master, após a divulgação de mensagens e áudios trocados com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo a pesquisa, 95,6% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do caso.
Outros 33,3% disseram entender que as conversas representam uma tentativa legítima de obtenção de apoio financeiro para o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já 12,1% consideram que o conteúdo revela apenas uma relação de proximidade entre os dois, sem indícios de ilegalidade.
Caso ganhou repercussão após divulgação de mensagens
O episódio ganhou dimensão nacional após o site Intercept Brasil divulgar, na última quarta-feira (13), documentos, mensagens e um áudio em que Flávio Bolsonaro negociaria com Vorcaro um repasse de R$ 134 milhões para financiar o filme.
Antes da divulgação, o senador vinha tentando se afastar do escândalo envolvendo o Banco Master. Em meio às investigações, Flávio chegou a afirmar que havia chamado Vorcaro de “vice dos sonhos” apenas por “cortesia”.
Dias depois, durante evento político em Florianópolis, o senador apareceu usando uma camisa com a frase: “O Pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula”.
Opinião pública sobre os envolvidos
A pesquisa também investigou qual grupo político seria mais associado ao suposto esquema envolvendo o Banco Master.
Para 43,3% dos entrevistados, os aliados de Bolsonaro seriam os mais envolvidos. Outros 32,8% apontaram aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 7,1% atribuíram maior responsabilidade ao Centrão.
Já 16,1% afirmaram acreditar que todos os grupos políticos estão igualmente implicados.
Vazamento divide opiniões
Sobre a divulgação das mensagens, 54,9% dos entrevistados consideram que o material representa “evidências obtidas em uma investigação legítima”.
Por outro lado, 33% concordam com a versão apresentada por Flávio Bolsonaro, segundo a qual o vazamento teria ocorrido para prejudicar politicamente sua pré-candidatura à Presidência da República.
Outros 9,7% disseram enxergar peso semelhante nas duas interpretações, enquanto 2,5% não souberam responder.
Impacto eleitoral
De acordo com a Atlas/Bloomberg, 45,1% dos entrevistados avaliam que o episódio “enfraqueceu muito” a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Outros 19% acreditam que houve um enfraquecimento parcial. Para 15%, o caso não alterou o cenário eleitoral, enquanto 13,4% afirmaram que o episódio fortaleceu a candidatura do senador.
Em relação à intenção de voto, 9,4% disseram estar “muito menos dispostos” a votar em Flávio após a divulgação das mensagens, enquanto 3,6% afirmaram estar “menos dispostos”.
Já 13,7% declararam estar “muito mais dispostos” a votar no senador após o episódio, e 5,1% disseram estar “mais dispostos”.
Metodologia
A pesquisa ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06939/2026.
Fonte: CNN Brasil