
Última modificação em 15 de maio de 2026 às 08:22
O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima poderá gastar mais de R$ 16,5 milhões na realização da eleição suplementar que vai definir o governador e o vice-governador “tampões” de Roraima até janeiro de 2027. O primeiro turno está marcado para 21 de junho e, caso haja necessidade, o segundo turno ocorrerá em 5 de julho.
A nova eleição foi determinada após o Tribunal Superior Eleitoral concluir, em abril, o julgamento que cassou o governador Edilson Damião, do União Brasil, e tornou inelegível até 2030 o ex-governador Antonio Denarium por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
De acordo com documentos públicos obtidos pela Folha BV, a principal despesa prevista para o pleito será o pagamento de horas extras aos servidores do TRE-RR. A estimativa chega a R$ 8,37 milhões e considera apenas os custos do primeiro turno, no período entre 5 de maio e 13 de julho.
Ainda dentro desse intervalo, o tribunal prevê gastos de R$ 4,2 mil com gratificações destinadas a juízes e promotores que atuarão nas juntas eleitorais.
Outro levantamento técnico da Corte, que considera a possibilidade de dois turnos, aponta que o segundo maior custo da eleição será com transporte e combustível, somando R$ 3,37 milhões. Já as despesas com diárias e treinamentos das equipes envolvidas na organização do pleito devem alcançar R$ 3 milhões.
O orçamento também inclui R$ 1,02 milhão para alimentação, R$ 388,3 mil em materiais de consumo, R$ 210 mil destinados à auditoria e Tecnologia da Informação (TI), além de R$ 93 mil para serviços de manutenção e infraestrutura.
Diante da previsão de gastos, o presidente do TRE-RR, desembargador Mozarildo Cavalcanti, solicitou ao TSE, em ofício enviado no dia 5 de maio, crédito suplementar para custear as despesas da eleição, classificadas como “naturalmente imprevisíveis”. O magistrado também pediu apoio das Forças Armadas para o transporte de urnas eletrônicas em regiões de difícil acesso.
Na terça-feira (12), em seu último dia à frente do TSE, a ministra Cármen Lúcia respondeu que eventuais despesas extras “serão asseguradas na forma da legislação vigente” e informou que encaminhará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o pedido de apoio militar, desde que o TRE-RR comprove a necessidade da operação.
No mesmo dia, o tribunal regional aprovou, por cinco votos a dois, a resolução que regulamenta a realização da eleição suplementar direta em Roraima.
Fonte: Folha de Boa Vista