
Última modificação em 17 de abril de 2026 às 10:31
“A política precisa, sim, de um equilíbrio entre o conhecimento acadêmico e a prática. Quem se dedica exclusivamente à teoria pode ser um excelente assessor, consultor ou orientador. Mas, para que as coisas funcionem de fato, é essencial ter pessoas que também tenham vivência prática, que saibam executar e alcançar resultados. Não basta apenas teorizar, é preciso entregar”, disse Cecília Lorenzon, advogada, gestora pública e pré-candidata a deputada federal, durante sua participação no podcast Papo M3 Realidades.
O programa, que chegou à sua 60ª edição, abordou a trajetória profissional e acadêmica da roraimense, destacando desde os primeiros passos na carreira até a atuação no serviço público. Ao longo da entrevista, Cecília relembrou a experiência como professora universitária no curso de Direito, período em que atuou diretamente na formação de novos profissionais e no acompanhamento acadêmico de estudantes.
Além da atuação em sala de aula, ela também possui especializações e mestrado, com foco em áreas ligadas ao direito, políticas públicas e gestão, o que contribuiu para sua atuação técnica em cargos estratégicos. Durante a conversa, Cecília enfatizou a importância da educação como ferramenta de transformação social e reforçou a necessidade de aproximar o conhecimento acadêmico da realidade prática.
A entrevista também trouxe reflexões sobre sua passagem pela gestão pública, especialmente na área da saúde, considerada uma das mais complexas dentro da administração. Segundo ela, o desafio vai além da tomada de decisões técnicas, envolvendo também fatores políticos, estruturais e humanos.
“Na administração pública, é preciso respeitar todos os trâmites e a burocracia, que são necessários para dar segurança ao gestor. Em alguns casos, essa mesma burocracia pode acabar sendo usada de forma inversa e gerar prejuízos, mas ela faz parte do processo. Em 2019, o cenário da saúde em Roraima era caótico. No Hospital Geral, havia pacientes deitados no chão, uma situação de desespero. A gestão pública, especialmente quando envolve o ambiente político, é muito desgastante e cansativa. Ainda assim, isso não me impediu de seguir fazendo o que eu acreditava ser o correto. Avaliando o período em que estive à frente da gestão, entre 2019 e 2025, considero que o resultado foi satisfatório”, comenta.
O episódio completo da entrevista está disponível no YouTube, no perfil @papom3realidades.
Por: M3 Comunicação Integrada