
Última modificação em 16 de abril de 2026 às 09:22
O trabalho doméstico com carteira assinada no país segue estável e apresentou aumento na renda média dos trabalhadores, segundo levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
De acordo com os dados, o Brasil registrou 1.302.792 vínculos formais no setor em 2025. O número é ligeiramente inferior ao de 2024, quando foram contabilizados 1.343.792 registros, mas indica manutenção da base de empregos formais na atividade.
Renda média em alta
Apesar da leve retração no total de vínculos, a remuneração média dos trabalhadores domésticos apresentou crescimento. O rendimento passou de R$ 1.949,06 em dezembro de 2024 para R$ 2.047,92 no mesmo período de 2025, conforme informações do sistema eSocial, reunidas no Painel do Trabalho Doméstico.
Mulheres são maioria no setor
O levantamento aponta que as mulheres continuam predominando na atividade, representando 88,64% dos vínculos formais, o equivalente a mais de 1,15 milhão de trabalhadoras. Os homens correspondem a 11,36% do total.
Em relação ao perfil racial, a maior parte dos profissionais se autodeclara branca (44,54%) ou parda (41,56%), refletindo a diversidade presente no setor.
Funções e salários
A ocupação de empregado doméstico em serviços gerais concentra a maior quantidade de vínculos, com mais de 991 mil registros e salário médio de R$ 1.952,44.
Outras funções também se destacam:
- Babás: 124.753 vínculos, com média salarial de R$ 2.098,67
- Cuidadores de idosos: 75.908 vínculos, com média de R$ 2.281,78
Entre as ocupações com menor número de trabalhadores, mas maior remuneração, estão motoristas de carro de passeio, com média de R$ 3.142,17, e enfermeiros, que registram o maior rendimento médio do setor: R$ 4.813,10.
Perfil e idade dos trabalhadores
A maioria dos trabalhadores domésticos formais possui ensino médio completo, somando mais de 545 mil pessoas. Em seguida, aparecem aqueles com ensino fundamental incompleto e completo.
A faixa etária predominante é de 50 a 59 anos, com mais de 450 mil vínculos, seguida pelos trabalhadores entre 40 e 49 anos.
Distribuição regional
Os estados com maior número de vínculos formais são:
- São Paulo (391.991)
- Minas Gerais (158.383)
- Rio de Janeiro (140.772)
No Nordeste, Bahia, Pernambuco e Ceará lideram em número de registros. Já nas regiões Sul e Centro-Oeste, destacam-se Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás.
Segundo o MTE, as diferenças regionais também se refletem na remuneração. Estados do Sudeste e Sul tendem a apresentar salários mais elevados, enquanto Norte e Nordeste registram médias inferiores.
Mesmo com a leve queda no número de vínculos, o setor mantém relevância no mercado de trabalho brasileiro, com sinais de melhora gradual na renda dos trabalhadores formais.
Fonte: Folha de Boa Vista