
Última modificação em 8 de abril de 2026 às 09:13
A nova atualização da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal na segunda-feira (6), manteve 14 empregadores de Roraima no cadastro. Dois nomes foram retirados da relação: Francisca Rodrigues de Moura e Disney Barreto Mesquita.
A “lista suja” é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com o objetivo de dar transparência às ações de fiscalização contra o trabalho análogo à escravidão no país.
Nomes mantidos em Roraima
Entre os empregadores que permanecem na lista estão pessoas físicas e jurídicas. Veja:
- Dalva da Rocha Viana (3 trabalhadores)
- Maria de Jesus Silva Lima (1)
- Thaliny Nascimento Andrade (2)
- Wanderleia Pereira de Lima Raposo (2)
- Crislane dos Santos Correia (4)
- Roraima Verde Indústria e Comércio de Madeiras LTDA (2)
- M. Albert G. Ferreira LTDA (4)
- Loteamento Jockey Club SPE LTDA (1)
- José Fábio Martins da Silva (1)
- Jockey Club Roraimense (1)
- Jesus Ramon Leonett Leonett (2)
- Ferrari Construções Serviços LTDA (12)
- Invicta Comércio e Empreendimento Eireli (7)
- Ernani Luiz Schuck (4)
Um dos nomes que seguem na lista é o de Thaliny Nascimento Andrade, conhecida como “Paloma”. Ela e o marido, Francisco Félix de Lima, foram alvos da Polícia Federal por suspeita de exploração sexual de mulheres e meninas em garimpos na Terra Indígena Yanomami, em 2023.
Cenário nacional
Em todo o Brasil, a atualização incluiu 169 novos nomes, um aumento de 6,28% em relação à lista anterior. Desse total, 102 são pessoas físicas e 67 empresas. Com isso, o número total de empregadores listados chega a cerca de 613.
Entre os novos incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD.
Como funciona a lista
A inclusão ocorre após fiscalização de auditores do trabalho que identificam condições análogas à escravidão. Cada caso gera um processo administrativo, no qual é garantido o direito de defesa.
Somente após decisão final, sem possibilidade de recurso, o nome do empregador é incluído na lista.
Como denunciar
Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Sistema Ipê, plataforma criada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. O canal permite o envio de informações que auxiliam na apuração e fiscalização dos casos.
Fonte: G1 RR