
Última modificação em 7 de abril de 2026 às 09:20
A avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu o maior patamar desde a criação do chamado “Lulômetro”, em julho de 2025. De acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira (6), 48% da população considera a gestão ruim ou péssima — o pior índice já registrado.
A pesquisa é realizada diariamente pela empresa Realtime Big Data em parceria com o portal O Antagonista. Até então, o nível mais alto de desaprovação havia sido de 47%.
Segundo os dados mais recentes, outros 28% dos entrevistados avaliam o governo como ótimo ou bom, enquanto 21% classificam como regular.
Tendência de queda na aprovação
O levantamento indica que a aprovação do presidente vem apresentando queda desde janeiro. Inicialmente, o movimento era associado a fatores sazonais, como despesas típicas do início do ano, que costumam impactar o humor da população.
No entanto, a chegada de abril não trouxe sinais de recuperação na avaliação do governo. O cenário ocorre em meio à articulação política para as eleições, nas quais Lula pretende disputar a reeleição, tendo como possível adversário o senador Flávio Bolsonaro.
Medidas e estratégias do governo
Entre as iniciativas adotadas pelo governo para tentar melhorar a popularidade está a proposta de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Segundo a análise apresentada, a medida não teve o impacto esperado.
Outra aposta tem sido a discussão sobre a redução da escala de trabalho 6×1 e a aproximação com trabalhadores de aplicativos, com atuação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Além disso, o presidente também reforçou discursos em defesa do sistema de pagamentos Pix, retomando críticas relacionadas à soberania nacional em comparações com políticas adotadas pelo governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Cenário político
Os dados refletem um momento desafiador para o governo federal, em meio a tentativas de recuperação da aprovação popular. A evolução desses índices pode influenciar diretamente o ambiente político e eleitoral nos próximos meses.
Fonte: O antagonista