
Última modificação em 6 de abril de 2026 às 09:39
O mais novo morador do BioParque Vale Amazônia já tem nome — e história para chamar atenção. O filhote de onça-pintada, nascido em dezembro, foi batizado de Xingu após votação popular e já virou destaque entre os visitantes e nas redes sociais.
Nascido no dia 27 de dezembro, Xingu é um macho e fruto do casal Marília e Zezé. Ele é a sétima reprodução da espécie registrada no parque nos últimos 12 anos, reforçando o papel da instituição na preservação da onça-pintada, considerada símbolo da fauna brasileira e ameaçada de extinção.
O nome escolhido faz referência ao Rio Xingu, um dos principais rios da Amazônia, que atravessa os biomas Amazônia e Cerrado e é essencial para diversas comunidades tradicionais.
Segundo a equipe do parque, a escolha seguiu uma tradição de nomes indígenas para os filhotes. As opções Xingu, Tapajós e Solimões foram colocadas em votação pública, e Xingu acabou sendo o favorito.
Conservação e cuidados
Os pais do filhote têm histórico de resgate. Marília foi retirada de cativeiro ilegal, enquanto Zezé nasceu em instituição, também filho de animais resgatados. Por isso, nenhum deles pode ser reintroduzido na natureza, já que perderam habilidades essenciais para a sobrevivência em ambiente selvagem.
Xingu também não poderá viver em liberdade, por ter nascido em cativeiro. Ele deve permanecer no parque ou ser encaminhado futuramente para outro zoológico dentro de programas de conservação.
Atualmente, com cerca de três meses, o filhote ainda não pode ser visto pelo público. Ele permanece em área de manejo, sob os cuidados da mãe, e só deve ser apresentado aos visitantes entre cinco e seis meses de idade.
Importância do BioParque
Localizado na Floresta Nacional de Carajás, o BioParque Vale Amazônia atua há mais de quatro décadas na preservação da biodiversidade. O espaço abriga cerca de 360 animais de 70 espécies diferentes e integra iniciativas nacionais de conservação, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Além das onças, o parque também acolhe animais resgatados de situações de maus-tratos, como a macaca-aranha Chicó, que passou por um longo processo de reabilitação após anos em cativeiro irregular.
Com entrada gratuita e mais de 200 mil visitantes registrados no último ano, o espaço se consolida como um dos principais pontos de educação ambiental e conservação da Amazônia.
Fonte: Agência Brasil