
Última modificação em 1 de abril de 2026 às 10:47
O Prêmio Jabuti abriu inscrições para sua 68ª edição nesta semana, trazendo novidades que ampliam o alcance da principal premiação da literatura brasileira. Os interessados têm até as 18h do dia 19 de maio para inscrever suas obras.
Podem concorrer livros publicados em primeira edição entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, desde que possuam ISBN e ficha catalográfica emitidos no Brasil.
Nova categoria ligada ao digital
Entre as principais mudanças está a criação da categoria Incentivo à Leitura – Cultura Digital, voltada para reconhecer criadores de conteúdo que promovem livros e leitura, especialmente nas redes sociais.
A iniciativa, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), busca acompanhar as transformações na forma como a literatura é divulgada e consumida, principalmente entre o público jovem. As indicações para essa categoria serão feitas por consulta pública no site oficial do prêmio.
Mudanças no Livro do Ano
Outra novidade envolve a principal premiação, o Livro do Ano. A partir desta edição, obras das categorias Escritor Estreante – Poesia e Escritor Estreante – Romance também passam a disputar o título.
O vencedor receberá R$ 70 mil, além da tradicional estatueta, e poderá participar de uma feira internacional do livro — em cidades como Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara — com despesas custeadas pela organização.
Categorias e estrutura
A premiação está dividida em quatro eixos:
- Literatura: conto, crônica, poesia, romance, infantil, juvenil, HQs, entre outros
- Não Ficção: artes, biografia, educação, negócios e saúde
- Produção Editorial: capa, ilustração, projeto gráfico e tradução
- Inovação: incentivo à leitura (projeto e cultura digital) e livro brasileiro publicado no exterior
A categoria anteriormente chamada de Fomento à Leitura passa a se chamar Incentivo à Leitura – Projeto, mantendo o foco em iniciativas que ampliam o acesso aos livros no país.
Regras e seleção
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela plataforma oficial do prêmio. Obras que tenham utilizado inteligência artificial em tarefas autorais não serão aceitas, exceto quando o uso da tecnologia for objeto de análise ou crítica.
A escolha dos jurados também contará com consulta pública para indicação de nomes. A seleção final ficará a cargo da curadoria, com base em critérios técnicos.
Segundo o curador do prêmio, Hubert Alquéres, a proposta é ampliar o olhar sobre o universo do livro sem perder o foco na criação literária.
“O prêmio acompanha as transformações na forma como a leitura é incentivada e compartilhada, inclusive em ambientes digitais”, destacou.
Fonte: Agência Brasil